Você acredita em Propaganda? É, aquela mesma, que tenta te convencer que um creme dental vai cuidar de todos os problemas bucais (seus e de toda a população da África)? Que tenta te convencer que o branco da sua camisa não é tão branco quanto parece (e que, obviamente, “com este produto, você vai ver que não existe branco mais branco na face da Terra”)?
Pois é. Este modelo de comunicação já não é tão eficaz quanto antes. A Internet está possibilitando que os consumidores conversem entre si, e que descubram que aquele carro dos sonhos não vale a pena se a garantia da fábrica é só “da boca pra fora”.
As pesquisas confirmam que as pessoas acreditam cada vez mais nas experiências que conhecidos e desconhecidos relatam, graças ao alcance das mídias sociais. Em vez de acreditar em alguém contratado para falar bem de determinada empresa, é melhor acreditar em “pessoas como eu”. E essa é a credibilidade que ninguém compra.
Então, voltando à questão do último post,
Por que diabos eu devo me importar?
Um novo modelo de comunicação surge: um diálogo transparente, inclusivo, autêntico e dirigido pelo consumidor. É ele quem decide quando e o que quer falar, e a sua empresa deve estar lá, pronta para ouvir.
Segundo o estudo “Confiança em propaganda”, da Nielsen (2007), 78% das pessoas confiam nas recomendações de outros consumidores. É um número bastante alto para ser ignorado.
E então? Você prefere que seu consumidor seja “guiado” para fazer negócios com você ou com seu concorrente?
As pessoas estão falando sobre a sua marca. Agora.
Existem sites que objetivam reunir o maior número de opiniões (positivas e negativas) de empresas. Um desses sites é o Confiômetro, cuja proposta é incentivar que o consumidor relate sua experiência, divulgando e cobrando um posicionamento da empresa. Além disso, o site divulga rankings das empresas mais opinadas, das que mais respondem e das que nem dão as caras por ali.
Porém, essa interação entre consumidores não acontece apenas em sites específicos para isso. No Orkut, rede social com a maior presença de brasileiros (84% dos nossos internautas), é possível encontrar milhares de comunidades voltadas para experiências de marca.
Os blogs se tornaram também uma fonte bastante expressiva para os consumidores, e já começam a despertar o interesse das empresas, que fazem promoções específicas para blogueiros, como a Heineken, a Dove e a Coca-Cola. E mais do que isso: livre de qualquer “influenciação” por parte das empresas, 34% dos blogueiros postam opiniões sobre produtos e marcas em seus próprios blogs.
E então? Já está se convencendo de que as mídias sociais são uma boa? Ok, mas…
… vá com calma. Jamais engane seu consumidor!
“Ok, já sei que tem um monte de gente no Orkut, vou colocar um povo pra falar bem de mim, vou preparar um videozinho legal e encher meus bolsos de dinheiro!”
Não, não é assim que a banda toca. Cuidado com suas ações, pois elas podem se virar contra você. Não adianta fazer milhares de perfis falsos para falarem bem e defenderem sua empresa nas redes sociais. Porque as pessoas estão ficando cada vez mais críticas. E se sua mentira é descoberta por algum “formador de opinião” na internet, sua reputação já era.
Mais vale colocar seus funcionários para conversarem diretamente com os internautas, para escutarem e responderem os anseios dessa galera, transformando toda aquela informação (importantíssima) em ações dentro de sua empresa. Algum cliente reclamou da entrega do seu produto? Reflita sobre isso, veja o que pode melhorar, melhore e responda! Lembre-se que o que está mudando é o modelo de comunicação, e não a força do marketing bem realizado. Pense nisso. Aja. E deixe o seu cliente saber.
E no próximo post…
Quais são as perspectivas futuras sobre a comunicação em mídias sociais? E como a sua empresa deve agir neste novo mundo? Leia aqui, no Fazendo o Social!
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Fontes: