13
2009
Marcas de A a Z – Coca-Cola – Parte 1
Bom, por 80% dos votos, a Coca-Cola foi a marca escolhida para o post de hoje. De certa forma, não fiquei surpresa. Aliás, como ficar quando se tem a Coca-Cola entre as concorrentes? :)
Agradeço a todos os votos e comentários, e aproveito para pedir que votem também na nova enquete. Qual a marca de letra “D” que estará aqui na semana que vem – Danone? Devassa? Disney? Dove? Difícil, não? Também estou na dúvida de qual eu gostaria mais de escrever, mas como meu voto não conta… A votação vai até domingo, então, corre lá! :)
Bom, como a Coca-Cola, de certa forma, é figurinha fácil, vou pegar leve na parte da história da marca, e vou tentar fazer um post bem diferente, e com muitas curiosidades, ok? Aliás, como os posts da série estão ficando gigantes, e eu não quero cansar você, vou dividir o post em duas partes: hoje, será mais o histórico e as curiosidades, e na sexta-feira vem a segunda parte, repleta de informações sobre as propagandas e o marketing desta que já foi (por muito tempo) a marca mais valiosa do mundo.
Então, vamos ao post!!
Histórico (breve!)
A Coca-Cola antes era remédio. Sério! Foi criada em 1886, por John Pemberton, um farmacêutico de Atlanta (EUA), como uma espécie de tônico pra dor de cabeça. O logo foi desenhado à mão por um amigo de Pemberton, Frank Robinson. Cinco anos depois, Asa Griggs Candler comprou os direitos de comercialização da Coca-Cola e, gênio do marketing que era, usou táticas agressivas de propaganda. Candler distribuiu cupons para incentivar a experimentação do produto, distribuiu relógios, balanças e calendários para farmacêuticos, tudo com a marca Coca-Cola. Em pouco tempo, a marca já estava em todos os lugares.
Em 1899, a Coca-Cola passa a ser vendida em garrafas. Candler achava que o refrigerante não faria sucesso em garrafas, e por isso só o vendia em copos abertos, de 237ml. No entanto, acabou vendendo os direitos de engarrafamento por 1 dólar.
Em 1918, a Coca-Cola foi vendida a Ernest Woodruf. Cinco anos depois, seu filho Robert assumiu a presidência da empresa, trabalhando para popularizar a marca no mundo inteiro.
A concorrência e as cópias
Em 1895, a Coca-Cola já era vendida em todo o território americano. Surgiram então várias bebidas similares, pegando carona no sucesso da marca. A empresa elaborou então propagandas sugerindo que os consumidores exigissem a autêntica Coca-Cola, e não aceitassem nenhuma imitação. Nessa época também, a empresa decidiu criar um novo formato de garrafa. Até então, a garrafa do refrigerante era reta e lisa, com um rótulo de papel. Então, em 1916 surge a famosa garrafa “Contour“, criada pela empresa Root Glass Company. A Contour foi escolhida por seu design original e por sua silhueta imediatamente reconhecível.
Marketing e popularização
Robert Woodruf usava táticas de marketing incisivo, e espalhava o logo da Coca-Cola em todos os lugares possíveis.
A Coca-Cola viajou com a equipe americana para as Olimpíadas de Amsterdã (em 1928); seu logo foi estampado nos trenós de corridas de cachorro no Canadá e nas paredes das arenas de touros, na Espanha; alavancou o desenvolvimento e a distribuição dos produtos através da embalagem com 6 unidades (six-pack); das geladeiras horizontais e outras inovações que tornam a marca ainda mais fácil de ser apreciada e reconhecida. Quando ficou claro a preferência das donas de casa pelas embalagens de 6 unidades, a empresa enviou mulheres de porta a porta para instalar gratuitamente um abridor de parede com a marca COCA-COLA.
Fonte: Mundo das Marcas
Aliás, a Coca-Cola se espalhou pelo mundo graças a Woodruf, que durante a Segunda Guerra Mundial prometeu que todo soldado americano poderia comprar uma Coca-Cola onde estivesse, pelo mesmo preço pago nos EUA (cinco centavos).
Assim, a Coca-Cola chega ao Brasil em 1942, com o slogan “Coca-Cola borbulhante, refrescante, 10 tostões”, com a instalação de uma base do exército americano em Recife.
Curiosidades, Boatos e Mitos
- Em 1985, a Coca-Cola teve sua primeira alteração na fórmula em 99 anos. Nas pesquisas, os consumidores demonstraram gostar bastante do novo sabor. Porém, o mercado não reagiu bem a essa mudança: as telefonistas do SAC da empresa recebiam 8.000 ligações por dia, além de 40.000 cartas dirigidas mensalmente à matriz. Os consumidores se sentiram traídos com a mudança, e um grupo chamado “Old Cola Drinkers” organizou protestos e ameaçou abrir um processo caso a Coca-Cola não voltasse com a fórmula antiga. Três meses depois, a empresa voltou com a fórmula original, rebatizada de “Coca-Cola Classic”.
- A fórmula da Coca-Cola é secreta? Sim, é um segredo comercial. A cópia original da fórmula está guardada no cofre do SunTrust Bank em Atlanta. Existe também uma regra que restringe o acesso a dois executivos, e outros conhecendo o processo de formulação.
- Já falei sobre a lata AZUL da Coca-Cola aqui e aqui. Trata-se de uma edição especial e exclusiva para o Festival de Parintins, no Amazonas. Durante o festival, os amazonenses se dividem em Caprichoso (boi representado pela cor azul) e Garantido (representado pelo vermelho). E a competição é tão forte que as pessoas pintam suas casas, a caneta usada pelos jurados é verde, e a cor rival não entra de jeito nenhum na torcida do outro boi. Assim, para não perder para sua principal concorrente, a Coca-Cola abriu mão, de forma histórica, da sua lata vermelha. O curioso aqui é que, apesar de usar a cor azul no logo no estádio do Boca Júniors, por exemplo, Parintins é realmente a única exceção com relação à cor da embalagem da Coca-Cola Classic.
- A Coca-Cola tinha coca na fórmula? Provavelmente, mas a Coca-Cola nuna confirmou nada. As folhas de coca têm grande eficácia no tratamento de enjôos e dor de cabeça. Na época do surgimento da bebida (1886), as folhas de coca eram freqüentemente usadas em remédios. Porém, essa possível inclusão só existiria nas primeiras versões da Coca-Cola, quando ela ainda tinha fins medicinais. Atualmente, não há nada no refrigerante relacionado à folha de coca.
- A Coca-Cola inventou o Papai-Noel? Dúvidas, dúvidas e dúvidas. Nada é falado sobre o assunto no site oficial da empresa, e existem até correntes “a favor” e “contra” a ideia de que o Papai Noel que conhecemos hoje é fruto da Coca-Cola. Veja a página dos “descrentes”. Porém, é fato que a Coca-Cola usou e popularizou a imagem do Papai Noel vestido de vermelho e branco, já existente ou não. Clique aqui para ver as história das propagandas com o bom velhinho e a marca.
- Toda a Coca-Cola desse mundo: Se fosse possível fabricar uma garrafa suficientemente grande para conter toda a Coca-Cola fabricada até hoje, a garrafa mediria 3.200 metros de altura e 800 metros de largura. E se toda a quantidade do refrigerante fosse engarrafada na Contour e distribuída entre toda a população mundial, cada pessoa receberia 767 garrafas.
- Que tal visitar o Museu da Coca-Cola? Verdade, o The World of Coca-Cola está localizado em Atlanta. É possível visitar uma exposição de vários artistas (entre eles Andy Warhol) que usaram a marca em suas obras, e assistir a um filme 4-D (não me pergunte que diabo é isso. Minha cabeça não entende física), além de visitar uma mini-fábrica, e muitas outras coisas, que tornam o museu um parque temático. Vale a visita, viu? Por enquanto, fico só com o site… :(
- A “Guerra das Colas”: A Pepsi-Cola, durante a década de 1980, realizou uma série de anúncios televisivos mostrando testes cegos (aqueles em que você não sabe qual produto está provando, e deve decidir qual é o melhor apenas pelo gosto) que revelaram a preferência do público pela Pepsi. Em contrapartida, a Coca-Cola também exibiu anúncios combatendo a Pepsi. Em um deles, a Coca-Cola comparou o então chamado “Desafio Pepsi” a dois chimpanzés decidindo qual bola de tênis tinha mais tecido. Como resultado, a Coca-Cola manteve sua liderança no mercado global, embora a Pepsi tenha conseguido a liderança em alguns mercados regionais.
Bom, por enquanto é só. Na sexta-feira, você já sabe, a segunda parte do post sobre a Coca-Cola, neste mesmo canal e no mesmo horário. ;)
Referências:
- História das Marcas: como surgiu a Coca-Cola
- Coca-Cola Advertising History
- Erros de Marketing e Sucessos – A Guerra das Colas (livro)
5
2009
Marcas de A a Z – Benetton
Semaninha complicada, viu? Nem tanto por falta de tempo, mas por falta de organização e concentração mesmo. Nem consegui me dedicar ao blog e responder aos comentários. Porém, para não perder o costume, coloquei mais um blog na minha rotina louquinha: agora, faço parte da equipe do blog Gigabyte, cuja proposta é reunir tudo o que rola de interessante na web. Enfim, só falta agora me organizar… :)
Comecemos então pelo segundo post da série “Marcas de A a Z”. A escolha da letra “B” da série é a Benetton, empresa de roupas italianas, que apesar de estar um tanto sumida do mercado brasileiro, chamou muito a atenção por suas campanhas publicitárias com fundo polêmico e social.
Uma outra coisinha: até domingo, vote na enquete ali do lado: qual a marca que você quer como tema do próximo post – Coca-Cola, Canon ou Carrefour? A mais votada estará aqui na próxima quarta-feira. Vamos lá! ;)

O Conceito Benetton
A revolução chamada Benetton começou em 1965, quando, aos 20 anos, Luciano Benetton resolveu vender os suéteres coloridos que sua irmã Giuliana fazia no tempo livre. Em uma época em que predominavam roupas tons sóbrios (cinza, bege e preto), aquelas roupas eram uma grande novidade.
A empresa já surgiu inovadora: vendendo apenas para lojas especializadas em roupas de malha, Luciano aproveitou a experiência e o empenho dos vendedores e concedeu descontos para pagamento à vista. Com máquinas de segunda mão, adaptadas por Luciano, foi criada uma empresa familiar (gerida por quatro irmãos – Luciano, Giuliana, Gilberto e Carlo) – a Benetton.
Desde o início, Giuliana estava encarregada da criação dos modelos, liderando uma equipe que tinha por função a constante atualização da produção, quer em termos de design, como na qualidade dos materiais e, acima de tudo, nas cores, a principal aposta da empresa.
Um ponto interessante é que as peças são tingidas depois da confecção, para que tenha uma correspondência entre as cores, a moda e o gosto dos clientes. Assim, os varejistas podem encomendar as peças mais tarde, evitando estoques guardados por muito tempo.
O Crescimento
Três anos depois da primeira fábrica, a Benetton inaugurou a primeira loja própria, que teve um sucesso imediato devido às características das roupas e ao ambiente acolhedor do estabelecimento. Nos primeiros 10 anos, a empresa apostou no mercado doméstico, abrindo mais de 200 lojas nesse período.
Um fato interessante é que o nome Benetton não aparecia em todas as lojas. Elas tinham nomes de My Market, Tomato, Merceria e 012, cada uma para um público diferente. Caso alguma dessas marcas tivesse fracasso, a marca Benetton não teria conseqüências negativas.
Quando as vendas no mercado italiano se estabilizaram, a Benetton começou
a expandir-se internacionalmente, começando por países como a França, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Japão.
A Diversificação
Em 1981, a Benetton começou a investir numa empresa de design, e no ano seguinte, investiu em uma fábrica de calçados. Em 1985, decidiu vender a sua parte da empresa de design, que não estava gerando o retorno esperado, e comprar parte de uma empresa de informática.
Além disso, a Timex obteve o licenciamento da marca Benetton, para produzir e distribuir relógios, a Polaroid foi autorizada a produzir óculos com a marca e a Renault fabricou o carro Twingo Benetton.
A empresa também licencia/licenciou sua marca para perfumes, cosméticos, roupas para casa, artigos para bebê, lingerie, Formula 1, factoring, leasing e um banco privado.
Finalmente, a Benetton tem uma revista, a Colors, que retrata o resto do mundo, sendo distribuída na Europa, América e Ásia. Tem ainda uma escola de artes chamada Fabrica, que tem como objetivo expressar novas formas de arte e tecnologia, tais como filmes, vídeos, gráficos, arte, fotografia, escrita, artes visuais, som e design.
A Publicidade e as Polêmicas
A Benetton adotou uma estratégia publicitária que visava, acima de vender seus produtos, provocar a controvérsia, criando e mantendo uma imagem de contestação. A imagem da Benetton é normalmente apresentada ao consumidor em revistas ou cartazes, com foco especial no público jovem. Mas as ações não se restringem ao lançamento de mensagens: a Benetton participa ativamente em campanhas e organizações para resolução de alguns dos grandes problemas da humanidade (o racismo, a fome, etc.).
Quanto às campanhas, Oliviero Toscani, fotógrafo oficial da Benetton durante 18 anos, criava imagens chocantes, irreverentes, ou até mesmo reveladoras do mundo atual. Em sua estratégia, Toscani conseguiu muito de mídia espontânea, veiculando em suas fotos temas polêmicos da atualidade, como: AIDS, Guerra da Bósnia, racismo e preconceito, religião, etc. Isso gerou uma
enorme publicidade boca-a-boca e obriga os comentadores a opinarem e se exporem.
Em suas entrevistas, Toscani insiste em lembrar a todos dos artistas italianos, que, como ele, eram patrocinados por “mecenato”, freqüente em Firenzi, Toscana, em famílias como os Médici, cujo resultado são artistas como Leonardo da Vinci ou Michelangelo.
O lado crítico afirma que Toscani é acusado de manipular a desgraça, a fome, as guerras, o racismo, as doenças como a AIDS, a pena de morte e até mesmo a morte de Cristo para seus anúncios. Muitos desses anúncios chegaram a ser proibidos e outros foram para a Justiça. Toscani deixou de trabalhar para a marca em 2001.
United Colors of Benetton
Logo que foi formada a parceria entre Oliviero Toscani e Luciano Benetton, o
fotógrafo já trouxe uma ideia pronta, tão simples quanto nova: crianças e adolescentes de países e grupos étnicos diferentes estariam juntos, rindo e sorrindo, unidos por todas as cores da Benetton.

A Benetton resolve aumentar seu orçamento de comunicação de 4 para 12 milhões de dólares, e lançou a campanha “United Colors of Benetton” em 1984. “United Colors” ganhou o prêmio da revista holandesa Avenue, mas foi banida na África do Sul. Algumas cartas dos Estados Unidos e da Inglaterra refletiram o racismo ao qual as imagens eram uma resposta. “Que vergonha! Vocês misturaram raças que Deus quer manter separadas!” foi uma das mensagens que a empresa recebeu.
O sucesso da campanha incentivou Toscani a continuar capitalizando o tema
da harmonia racial, porém, acrescentando “acessórios” como bandeiras de países tradicionalmente hostis entre si, como Alemanha e Israel, Grécia e Turquia, Inglaterra e Argentina e Estados Unidos e União Soviética.
Em uma outra campanha, uma imagem de um adolescente vestido como um judeu, segurando um cofrinho de brinquedo abarrotado de notas de dólares, ao lado de um adolescente negro vestido como índio norte-americano. A comunidade judaica dos Estados Unidos, França e Itália acusou a Benetton de promover estereótipos negativos do judeu ganancioso. Após ameaças de boicote às lojas da marca, Luciano disse: “Eu estava um pouco desanimado, mas tinha aprendido uma lição fundamental. Tínhamos resolvido promover uma imagem que tocava sentimentos muito profundos, identidades pelas quais milhões de pessoas tinham lutado e morrido. Prometi a mim mesmo controlar ainda mais de perto nossa imagem no futuro”.
Porém, as campanhas que vieram depois, ao contrário do que Luciano tinha dado a entender, traziam imagens cada vez mais fortes. Como percebeu o publicitário Eduardo Zugaib, o choque ficou previsível e foi preciso apelar cada vez mais às náuseas do consumidor. Em 1991, dois jovens modelos vestidos como padre e freira, beijando-se de uma forma que, paradoxalmente, transmitia uma profunda inocência. Suas roupas, uma preta, a outra branca, reafirmava o tema do amor inter-racial. A imagem, que foi imediatamente banida da Itália e irritou o Papa, teve um sucesso enorme em outros países. Já nos Estados Unidos, a Liga Anti-Difamatória condenou a
fotografia por “banalizar, zombar, profanar e ofender valores religiosos”, e muitas revistas a recusaram.

Uma outra imagem era de uma angelical menininha branca e uma menininha negra, cujo cabelo fora penteado como os chifres do diabo, o que acabou despertando controvérsias nos EUA e na Inglaterra, onde foi interpretada como provocação em termos raciais.

Mas uma imagem chegou a afetar as vendas da empresa de forma significativa: uma foto de David Kirby, um americano portador de AIDS, com sua família, nos momentos seguintes à sua morte. A imagem em preto e branco foi editada, de forma a aumentar a intensidade e a dar a David uma aura parecida com a de Cristo.

Em 1993, 3 fotografias em mostrando um braço, uma nádega e a parte superior da virilha, cada uma carimbada com as palavras “HIV Positivo”. O objetivo era enfatizar as principais vias de infecção, além de condenar a estereotipização dos portadores de AIDS. O efeito foi contrário, gerando a desaprovação de grupos de AIDS em vários países, que acharam que as imagens sugeriam que as pessoas com HIV deviam ser marcadas por isso. Na França, um grupo de apoio a aidéticos processou a Benetton por “desviar uma causa humanitária para fins comerciais”. Em fevereiro de 1995, um tribunal de Paris condenou a empresa a pagar 32 mil dólares de indenização. Cinco meses depois, um tribunal alemão chegaria à mesma conclusão.
Arcat Sida, outro grupo frnacês de apoio a aidéticos, patrocinou um pôster mostrando um preservativo cheio de dinheiro perto do logotipo com as palavras “United Boycott”. As lojas Benetton sofreram ataques de vandalismo e foram pichadas. Na França, Strategies, o semanário da propaganda, declarou que não escreveria sobre a Benetton enquanto sua publicidade continuasse nessa linha: “além da repugnância que causa, esses anúncios levantam a questão da responsabilidade dos anunciantes. Será que se pode fazer qualquer coisa, usar qualquer coisa para chamar a atenção?”
Ponto pra discussão:
Após anos de campanhas polêmicas, a marca Benetton foi enfraquecida. Menos lojas, menos campanhas, a marca sumida do mundo publicitário. A relação Toscani/Luciano favoreceu mais o fotógrafo, com seu trabalho artístico e político, do que a própria Benetton em sua construção de marca. Querendo ou não, é complicado ferir os valores e (pré)conceitos de seus clientes. É possível dizer que grande parte das pessoas despertaram para esses problemas após as campanhas e que realmente a marca contribuiu para um mundo mais justo. Porém, não se pode ignorar que as vendas da Benetton caíram.
Por isso, sugiro para o debate aqui a seguinte questão: será que impactar e bater de frente com os valores dos clientes (mesmo que politicamente e socialmente errados) é realmente a melhor estratégia para uma empresa, que (não sejamos ingênuos) depende do lucro para sua sobrevivência? O que vocês acham?
..
Mais sobre a Benetton:
- Entrevista com Oliviero Toscani
- Série de posts do blog Comuniquec sobre a Benetton – Parte1 | Parte 2 | Parte3
- Resenha sobre o livro “A publicidade é um cadáver que nos sorri”, de Oliviero Toscani
- Livro “Benetton: a família, a empresa e a marca” no Google Books (livro no qual baseei o post)
- Livro “A publicidade é um cadáver que nos sorri” no Google Books
15
2009
Nova Identidade Visual – Cartoon Network
Logo que entrei na faculdade, meu sonho era ser Diretora de Marketing do Cartoon Network, e ainda fazer uns bicos como dubladora (eu sei falar “Pikachu” igualzinho! :D).
Várias vezes, pensei sobre como seria trabalhar em um lugar onde, com o seu trabalho, você poderia fazer milhares de crianças sorrirem. Eu lembro da minha infância com muito carinho, e lembro de todos os desenhos dos quais eu gostava. Então, imagina como deve ser usar sua criatividade para que as crianças se divirtam… :)
Mas então. O Cartoon Network agora tem uma nova identidade visual, que você pode conferir aqui.
Infelizmente, esta é praticamente uma dica cega, já que não consigo instalar o Flash Player nesse computador: estou na escola, 75% dos computadores aqui não funcionam (porque não têm anti-virus, nem nunca conheceram uma desfragmentação), e eu nem tenho privilégios de administrador. Então, quando eu voltar ao Brasil e puder acessar a net decentemente, venho comentar a nova identidade visual do CN, ok? Por enquanto, vou acreditar em tudo o que você me disser… ;P

22
2008
“Tu te tornas eternamente…
…responsável por aquilo que cativas”.
[Saint-Exupéry]
Na revista Webdesign deste mês, tem uma crônica do René de Paula Jr. falando sobre a influência desta frase de “O Pequeno Príncipe”, (já batida pelos fãs e pelos não-fãs também) nos serviços de Web 2.0. Aquela necessidade de se manter o serviço, em respeito àquelas pessoas que aderiram, e que gastam tempo de suas vidas com o seu serviço.
Transponho essa crônica para a situação aqui, de um blog cujos leitores visitam sempre, procurando por novidades, mas cuja blogueira não consegue se planejar na bagunça de sua vida para manter o dito-cujo atualizado.
A boa notícia é que as eleições estão acabando, e com elas, o stress, a correria, a vida sedentária e as noites viradas (assim espero!).
Pois então. Hoje, estou aqui me redimindo. :)
A Interbrand, a maior consultoria de Branding do mundo, fez o ranking 2008 das maiores marcas do mundo. Enfim, a nova é que o Google aparece pela primeira vez entre as 10 maiores. Clique aqui para ver a lista completa.

^_^
P.S.:
MOMENTO PESSOAL
Ontem, fui ao show do Epica, banda holandesa de metal sinfônico/gótico/whatever-há-tantas-controvérsias-que-eu-cansei-de-tentar-identificar. Perfeito demais!! O stress de 2 meses foi pras cucuias, junto com minhas costas, né? Mas e daí? Bom demaaaais!!! Quer conhecer?? Clique aqui pra ver alguns videos.
E hoje é o lançamento do DVD Black Symphony, do Within Temptation, com a Metropole Orchestra e o Coral Pa’dam. O meu já está encomendado! Assista ao trailer aqui.
1
2008
CAPRICHOSOOO! :)
Assisti à transmissão de Parintins da Band.
EU VI, EU VI, EU VI A COCA-COLA AZUL!!! A KAISER TAMBÉM!!!
Depois dessa, sou CAPRICHOSO na veia!!! :D
..
P.S.: Algumas pessoas comentaram o post sobre a Coca-Cola azul e disseram que Parintins não é o único caso. Na época em que escrevi o post, fiz uma busca no Google, mas o material sobre o assunto é escasso. Falei que era o único caso baseado em uma aula de Gerência de Marcas que eu tive (o professor que disse isso…). Não sei se na época (2005) era caso único ou não. O fato é que estou aqui, humildemente, publicando minha errata.
;)
5
2008
Coca-Cola Azul: sim, ela existe!
Estive no feriado no RDesign, um congresso regional de Design, que aconteceu em Vila Velha – ES. No último dia, os organizadores do NDesign (o congresso nacional, que este ano acontece em Manaus) apresentaram como ia ser, e deram algumas informações sobre a identidade visual do Congresso, bem como questões práticas de como se inscrever e tal.
No fim, não me contive: tive que perguntar a eles uma coisinha que me intrigava há bastante tempo: existe ou não existe a Coca-Cola azul? É que eu já tinha ouvido um professor meu falando isso, de que a Coca-Cola só abre UMA exceção no mundo inteiro com relação às suas cores: o Festival de Parintins.

E por que isso acontece?
Porque essas marcas perceberam que a rivalidade entre as torcidas do boi Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul) era tão forte, que simplesmente um produto de cor vermelha NÃO ENTRA no lado Caprichoso da torcida.


Fanatismo rege o dia-a-dia da cidade
Parintins.com
Bom, só sei de uma coisa: EU PRECISO IR AO FESTIVAL DE PARINTINS E TRAZER UMA RELÍQUIA DESSAS PRA MIM!! :)
10
2008
Manuais de Identidade Visual para download
Estava hoje traduzindo um material de Branding, da AIESEC, e então me deparei com alguns links bem legais:
1) Corporate Brand Guidelines: aqui, você acha os manuais de identidade visual de grandes marcas. Muito bom!
2) Guess the logo: lembra daquele joguinho onde você tem que adivinhar qual o logo correto?
Divirtam-se!
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