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Frida (EUA, 2002)
”E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
”Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”
A última entrada em seu diário: ”Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… Frida”
Frida Kahlo, 1907-1954

Coloquei uma meta para mim: assistir a um filme (bom) por semana. Filminhos com Adam Sandler não contam… Têm que ser aqueles filmes com roteiro, atores, fotografia, edição, figurino, tudo bom ao mesmo tempo. E hoje, assisti Frida, filme americano, dirigido por Julie Taymor (Accross the Universe, O Rei Leão da Broadway), e baseado no livro de Hayden Herrera.
Salma Hayek e Alfred Molina estão ótimos como Frida e Daniel Rivera, casal de artistas mexicanos, polêmicos e revolucionários. O filme, duro e suave, triste e alegre, conta a história de Frida Kahlo, pintora surrealista, de sua adolescência até sua morte.

Frida vivia intensamente cada instante de sua vida, até mesmo os de puro sofrimento. E sofrimento foi o que não faltou: aos 6 anos de idade, contraiu poliomielite (paralisia infantil), o que a deixou manca para o resto da vida. Na adolescência, sofreu um grave acidente de ônibus, com várias fraturas que a deixaram de cama por muito tempo, sentindo dores durante toda a vida e impossibilitada de ter filhos.

A coluna quebrada
Quando conhece e se apaixona por Diego Rivera, seu mentor, amigo e marido, Frida sofre ainda mais. Vejo nisso um amor incondicional, de ambas as partes, mesmo com todo o sofrimento que causaram um ao outro. Relações extraconjugais e temperamentos fortes. O fim desse relacionamento aconteceu quando Frida flagrou sua irmã e seu marido na cama. Anos depois, Frida e Diego se casaram novamente.

O mais interessante é que o filme consegue contar a vida da pintora do seu ponto de vista: Frida passava para a tela momentos particulares, especialmente os de sofrimento, como o aborto espontâneo que sofreu ou como as dores que sentia na coluna. Frida tinha um olhar totalmente diferente da realidade, transpunha isso para suas pinturas, e o filme transmite isso muito bem.

Hospital Henry Ford
Outros pontos de sua vida, como seu caso amoroso com o intelectual russo Leon Trotsky, sua prisão, suas viagens aos Estados Unidos acompanhando Diego, suas discussões fervorosas sobre o socialismo, sua revolução artística, política e sexual, sua morte, são magistralmente registrados no filme.
Enfim, a história triste e guerreira de uma mulher, mas contada da forma como ela mesma via a vida: intensa, colorida, alegre, forte. Até o momento de sua morte, por embolia pulmonar (ou por overdose de analgésicos, acidental ou não).
Uma história que vale a pena ver, rever, ler, analisar, sentir.

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Mais sobre Frida Kahlo:
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Arte em carros sujos
Relapsa, relapsa, relapsa! Eu sei… Passou Natal e Ano Novo, passou 1 mês e meio, e eu nem pra dar as caras por aqui pra dizer que estou viva!
Uma viagem de estudos mexe demais com a nossa cabeça: afinal, quando você está em outro país, falando uma língua que não é a sua, você passa a encarar tudo de forma diferente.
Mas a verdade é que eu amo blogar! E cá estou eu, pedindo desculpas, e respondendo a todos os comentários carinhosos que recebi durante esse tempo, agradecendo a cada um de vocês por compreenderem a minha desfeita.
Agora, faltam 2 semanas para eu voltar ao Brasil, e recomeçar uma vida com uma nova mentalidade. E, obviamente, meu blog voltará a ser regularmente atualizado. Na verdade, estou até mesmo pensando em me dedicar mais a ele: afinal, em comunicação, seu portfolio são as suas ideias (viu, gramatica nova! :P), suas experiências, seus anseios.
Por isso, declaro reinaugurado o blog,que será reformulado em breve. E, pra divertir um pouquinho, arte em carros sujos!


Para ver mais fotos, clique aqui.
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So, I’m going…
Então… Estou indo amanhã pra Vancouver. Se a chuva deixar…
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Vi no Rice Candy uma campanha da Epos, Visa e a loja japonesa Marui Co.: uma coleção especial e limitada de cartões de crédito feita por 100 artistas do mundo inteiro, lindos!
Para ver todos os cartões, clique aqui.

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Cof, cof…
Teias de aranha, poeira e milhões de ácaros virtuais nesse espacinho. Andei sumida, eu sei, mas é tanta coisa que não tenho tido muito tempo. Além da faculdade, estou trabalhando (em casa) com consultoria, e também consegui um estágio em uma empresa de tecnologia. Enfim, estou indo bem, gostando bastante e aprendendo muito. Sim, é correria total, mas é incrível como me sinto mais VIVA quando não tenho tempo livre… :)
Mas então… Desculpe esta blogueira relapsa que vos fala. Prometo que vou ser mais assídua, ok? :)
Bom, pra não deixar você sem uma coisinha legal, visite este site. Muitos wallpapers lindos, inclusive com calendário. Aliás, se você quiser arriscar, a versão em chinês é muito mais completa e atualizada: basta não ter medo de arriscar… ;)






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Aleksandr Petrov

Petrov é um fantástico artista russo, que faz animações pintadas sobre vidro.
Depois de alguns filmes na Rússia, Petrov adaptou no Canadá o romance “O Velho e o Mar”, resultando em um curta de 20 minutos, impressionante em sua técnica, feito inteiramente em pintura a óleo sobre vidro.
Usando seus próprios dedos em vez de um pincel, ele conseguiu adicionar profundidade nas pinturas. Demorou mais de 2 anos para pintar e fotografar mais de 29.000 frames para a animação.
Petrov retornou para a Rússia, para trabalhar no seu último filme, “My Love”, finalizado em 2006, depois de um trabalho de 3 anos. O filme foi premiado no Festival Internacional de Animação de Hiroshima, com o Prêmio da Audiência e o Prêmio Especial Internacional do Júri.

Uma coisa que eu adoro é a mulher representada na arte. Acho linda a forma como os artistas conseguem transpor a sensualidade e a feminilidade para a tela, seja usando materiais físicos (papel, lápis, tinta) ou não (3D, vetorização, fotomontagem).
Por isso, indico aqui o vídeo de Philip Scott Johnson, nomeado como o Vídeo Mais Criativo no YouTube Awards 2007.
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Thomas Kinkade
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Thomas Kinkade (Sacramento, Califórnia, 19 de janeiro de 1958) é um pintor americano. Graduado na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Escola de Arte e Design em Pasadena, Kinkade procura obter sua inspiração em sua fé cristã. Seus quadros geralmente retratam imagens bucólicas, como jardins, correntezas, casas de campo, assim como vários símbolos religiosos.
Faz parte do estilo de Kinkade o uso de cores vibrantes, e também os brilhos usados para representar a luz. É chamado por vezes de “O Pintor da Luz” (título que foi patenteado), e, descrito por si mesmo como um cristão devoto, diz que esse epíteto inclui também uma dimensão moral.
Thomas Kinkade é o artista norte-americano vivo mais colecionado. Vindo de um passado simples, enfatiza os prazeres simples e mensagens de inspiração por meio de suas pinturas. Como cristão fervoroso, ele utiliza sua arte para transmitir valores morais e religiosos.
Alguns críticos o acusam de ter “se vendido”, pelo fato de comercializar a arte. Outros consideram suas pinturas muito bonitas, porém sem profundidade.
Fontes:
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Wassily Kandinsky
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“As cores são a chave, os olhos, o machado; a alma é o piano com as cordas”.

Wassily Kandinsky (1866-1944) foi um artista russo e professor da Bauhaus. Kandinsky tirou da arte a obrigatoriedade de representação da realidade, introduzindo a abstração no campo das artes visuais.
Ele quis ser músico, mas formou-se em direito e economia política na Universidade de Moscou. Aos 30 anos, encantou-se com um quadro de Monet, e abandonou a carreira jurídica, formando-se pela Academia Real.
Seus primeiros trabalhos exprimiam a musicalidade e o folclore russo. Em Paris, onde viveu por um ano, Kandinsky entusiasmou-se pelas artes aplicadas e gráficas.
Em 1908, publicou o ensaio “Do Espiritual na Arte”, em 1911, no qual tratou a manifestação artística como expressão de uma necessidade interior.
Entre outras realizações, reorganizou a Academia de Belas Artes de Moscou. Escreveu “Ponto e Linha sobre o Plano”, onde reflete sobre os elementos da linguagem plástica e suas correlações, colocando os problemas da abstração.
A partir da II Guerra Mundial, Kandinsky dividiu seus quadros em 3 grupos:
- “Impressão”, com referência a um modelo naturalista;
- “Improvisação”, com a intenção de refletir emoções espontâneas, quando as cores e as formas se comunicam entre si;
- “Composição”, o grau mais complexo e elevado, alcançado após longos trabalhos preparatórios.
Kandinsky, mais tarde em sua vida, seria lembrado como sendo fascinado e incrivelmente estimulado pela cor, como uma criança. O fascínio pelo simbolismo e psicologia da cor continuaram durante o seu crescimento.
Fontes:
Wikipedia
História da Arte Abstrata
Artcyclopedia (muitíssimo completo, recheado de links para mais informações)
A blogueira que vos fala...
Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.
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