Sobre Literatura

Sou apaixonada por livros. E leio de (quase) tudo. E (quase) tudo o que leio, acabo comentando aqui no blog. Abaixo, um pequeno texto sobre minhas paixões literárias, e indicações de posts sobre o assunto. :)

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Adoro um dia frio e chuvoso, com uma caneca de capuccino e um bom livro, aquecida pelo edredom. Poucos prazeres na vida são tão bons quanto as viagens literárias, momentos em que a gente esquece do mundo real e passa a viver o mundo de outra pessoa.

Tolkien é gênio! Ainda tento entender como um universo sai da cabeça de uma pessoa só. Como línguas, criaturas, humanidades, guerras e um anel saem da cabeça de um velhinho e seu cachimbo.

Quintana parece ter o dom de entrar em seus leitores, e traduzir em palavras aqueles sonhos e dores e angústias que todos nós sentimos.

O que o vento não levou…
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

Shakespeare é paixão de infância. A primeira vez que li “Sonho de uma noite de verão”, o fiz com o mesmo encanto de uma criança que escuta, pela primeira vez, um pássaro cantar. E até hoje lembro do som de meus risos, com a interpretação do teatro do artesãos.

Apaixonei-me por Neil Gaiman ao ler o episódio de “Sandman” em que ele cita “Sonho de uma noite de verão”: mais do que cita, aliás. Na história, Shakespeare precisa representar sua famosa peça para os próprios personagens: Puck, Titânia, Oberon, Helena, Hérmia, Lisandro… E então, a paixão por “Sandman” tornou-se tão forte a ponto de eu desenhá-lo, e me orgulhar disso (e olha que isso é difícil, hein? :D).

Drummond e Manuel Bandeira também são da fase tenra. Minha professora de português adorava-os, e sempre levava os poemas para a aula. Fase boa, de decorar “Café com pão”, a despeito de “Batatinha quando nasce” (É, sempre fui NERD!).

Dostoievski já é de agora. Uma amiga que me indicou. Li “Noites Brancas” e me apaixonei. Emendei em “O Idiota” e “Crime e Castigo”. Narrativa forte, melancólica, detalhada e repleta de metáforas. E histórias de tirar o fôlego.

Fernando Pessoa também não é de tão antes assim. Identifico-me, principalmente com Álvaro de Campos. E também me custa entender como é possível alguém se dividir em quatro.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Edgar Allan Poe me arranca arrepios. Não dormi depois de ler “Gato Preto”. E daí? A sensação de ler genialidades é fantástica!

Clarice Lispector é como Quintana: arranca do fundo da alma da gente tudo o que queremos dizer. E dói. Mas dói, não de um jeito que sufoca, mas que acalma.

García Márquez é o rei da solidão. Suas irrealidades falam alto com nossas realidades. E como machuca. E então Remedios e Amarantas, Josés Arcadios e Aurelianos compartilham de um único destino, em histórias envolventes que nos fazem agonizar.

Cyrano de Bergerac me fez chorar. Como pode alguém ser tão doce e livre de egoísmos como aquele poeta narigudo? Uma história de amor tão pura…

O Pequeno Príncipe é clássico: a cada vez que se relê, novas impressões, novos sentimentos, novas reflexões. E ficamos cada vez mais cativados.

Alice no País das Maravilhas é a minha história: só minha, de mais ninguém. Sonhos de uma menina doce, personagens estranhos e fascinantes, e é hora do chá. :)

Enfim, cada pedacinho deste texto aí de cima fez de mim o que sou hoje. E perder-se em páginas amareladas com o tempo, guardadas em caixas e estantes, isso faz de mim a criatura mais plena do mundo.

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- Noites Brancas – Dostoiévski

- On the Road – Jack Kerouac

- O caçador de pipas – Khaled Hosseini

- Drácula de volta!

- Há 7 anos, o mundo mudou… (102 Minutos: A história inédita da luta pela vida nas Torres Gêmeas)

- Ensaio sobre a cegueira

- Para os “ratos de sebo” como eu…

- A menina que roubava livros e Propaganda Nazista

- Neil Gaiman no Brasil (FLIP)

- É possível prever o futuro?

- Cem anos de Solidão – García Márquez

- Livros da minha infância

- Drácula, de Bram Stoker

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Sobre…

Diana Pádua tem 27 anos, mora em Guarapari - ES, trabalha como Gestora de Comunicação Online na LCA promo e estuda Gestão da Comunicação Estratégica.

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