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Marcas de A a Z – Adidas
A partir de hoje, toda quarta será dia de “Marcas de A a Z”, uma série de posts aqui do Midiamorfose. Como você provavelmente já sabe, sou aficcionada por Branding, e conhecer a história e as peculiaridades das marcas é, para mim, tão gratificante quanto um sorvete de milho verde em um dia de verão. (É, eu só gosto de sorvetes amarelos… ;P)
Um outro ponto é que vou falar aqui de marcas com as quais, de alguma forma, me identifico. Marcas jovens, estilosas, que fizeram o seu segmento balançar, e que usam a comunicação integrada de forma magistral.
Enfim, chega de lero-lero e vamos ao post. :)
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Histórico
A “Adidas” surgiu na Alemanha, em 1920. “Adidas” entre aspas porque o nome não existia até 28 anos de história. Adi Dassler (percebeu que vem daí o nome? ADI DASsler…), motivado por sua paixão pelo esporte, estabelece sua missão de produzir o melhor calçado para atender às necessidades do esporte e proteger o atleta contra lesões. Assim, contrata dois sapateiros e produz seus primeiros calçados para treino feitos à mão.
Em 1924, Adi convence seu irmão Rudolf a fazer parte dos negócios. Em pouco tempo, a produção já alcançava 50 pares de calçados por dia. Em 1925, são desenvolvidos calçados para atletismo com cravos moldados à mão, e em 1927, o modelo da foto é projetado com Jo Waitzer (treinador alemão) para os Jogos Olímpicos de 1928 em Amsterdam.

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Em 1935, as receitas da empresa excedem os 400.000 marcos, e a maioria dos atletas alemães usam os calçados Dassler. Em 1945, ao final da guerra, o exército americano confisca a fábrica da Adidas para estabelecer seus escritórios e contrata Adi para a produção de calçados para hóquei no gelo. Em 1948, Adi e Rudolf decidem pôr um fim à sociedade, e Rudolf funda a Puma. Adi adota o nome Adidas oficialmente, e incorpora as 3 listras aos seus calçados.

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Em 1954, a seleção alemã vence a Copa do Mundo pela primeira vez, calçando chuteiras com travas parafusáveis. Mais tarde, essa chuteira é batizada de “Campeã do Mundo”.
Em 1970, uma bola da Adidas, a “Telstar” é usada como bola oficial da Copa do Mundo, no México, pela primeira vez. Desde aquele momento até hoje, todos os gols nos principais jogos de futebol são feitos com bolas Adidas.
Em 1978, morre Adi Dassler, aos 78 anos de idade. Em 1983 Horst Dassler, filho de Adi, funda a “International Sports, Culture & Leisure”, a primeira empresa de marketing mundial dedicada a eventos esportivos. Em 85, ele assume o controle da Adidas. É aí que a Adidas é transformada em uma empresa não mais voltada para a fabricação, e sim para o marketing.
Em 1986, Horst morre aos 51 anos. A reestruturação da empresa não foi concluída. Em 1993, Robert Louis-Dreyfus torna-se presidente da empresa. O francês dá início ao retorno das Três Listras e sua liderança acelera mudanças em toda a empresa. Emerge a tendência em direção aos “Originals”, e personalidades como Madonna, Kobe Bryant, Anna Kournikova, David Beckham e Alessandro Del Piero usam calçados e roupas esportivas da marca.
Em 2009, a Adidas comemora seu 60º aniversário.
O Marketing da Adidas
A Adidas é uma marca tão forte quando se fala de Marketing e Propaganda, que é impossível enumerar todas as campanhas da marca. A Adidas sempre fez uso de promoções diferenciadas, e que geram o envolvimento e a interação do público.

O uso da internet na promoção da Adidas tem se mostrado forte: o site da empresa já é, por si só, uma grande experiência. Bastante interativo e inovador, o site se divide em vários outros, como perfis em redes sociais, linhas de produtos por esporte e por público, e o Adiblog, com posts sobre esportes, ações e campanhas e os atletas patrocinados, além do adidasTV que oferece vídeos com craques do esporte internacional.
A empresa ainda organizou a Adidas House Party, em 4 capitais, para comemorar os “60 anos das Solas e Listras”, e fez uma visita interativa a essa festa, com vários vídeos do que rolou por lá. Foram 400 convidados (para a edição paulista), entre artistas plásticos, skatistas, DJs, fotógrafos, fashionistas, ou seja, só gente descolada. E mais, no site da marca é possível dar uma voltinha interativa pelas festas.
Uma ação muito legal também foi a do lançamento da camisa do Fluminense (sem discussões sobre times por aqui, ok? Não sou tricolor.). A campanha trouxe um enigma, a “Caixa do Parreira”, uma misteriosa caixa que contém relíquias guardadas pelo clube.
Fora da internet, uma ação curiosa foi o primeiro programa sobre artigos esportivos na história do segmento, “A Caminho de Sidney”, em 2000, que foi televisionado mundialmente pelos principais canais de TV.
Enfim, o post já está longo por demais. Acho que deu pra mostrar como a comunicação e a internet fazem parte do sucesso da Adidas no mundo todo. E você, lembra de alguma campanha legal da Adidas? Diz aí nos comentários! :)
Bjinhos, e o “Marcas de A a Z” volta na quarta que vem. ;)
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Referências:
15 Comments
A blogueira que vos fala...
Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.
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Bacana o post, parabéns. Vamos ver a disciplina das quartas então.. também preciso entrar nesse rirtmo.. ahhaha
beijão
A adidas melhorou muito!!! se comparar hoje, ela tinha uns calçados feinhos!
Post legal quem vai gostar muito muitão dele tbem é meu professor de educação Física!
Ótimo post, a Adidas é de longe uma empresa que sabe como usar a Web como ferramenta de marketing.
Tenho contato com uma empresa que joga a marca no ramo de cosméticos (meu ramo)(ou quase. rsrs).
Tive a oportunidade de conhecer alguns executivos desse Império e realmente eles parecem notebooks que falam.. hahaha
ah, e a mania de escrever tudo em pequenas pílulas vem do Twitter.
Liga não, um dia passa. #espero ;-)
Coradini,
valeu! E sim, disciplina total! hehehe…
SrtaLua,
hahahaha… era esquisitinhos, né? No site tem mais, acho q só foi melhorar mesmo na década de 90… hehehe
Fábio Carvalho,
valeu! :) É, os caras são muito bons mesmo!!
qto à mania do Twitter, viu o link das 46 fases do Twitter? Lá diz q não passa não… hehehe
Gostei da série, Diana! Vou acompanhar, pois gostei de saber a história das marcas famosas.
“Em 85, ele assume o controle da Adidas. É aí que a Adidas é transformada em uma empresa não mais voltada para a fabricação, e sim para o marketing.”
Será que foi por isso que a partir dessa data os tênis Adidas ficaram bem mais caros? Lembro que antes disso eles tinham um preço razoável, e de uns anos para cá estão na faixa de preço dos calçados Nike, Diadora… (coincidentemente outras marcas com grande orçamento de marketing e publicidade) então acabo comprando Rainha, que além de ser ótimos são de uma marca brasileira.
Desculpe, sou chata mesmo.. ;-)
Beijos!
Ei, Cris,
provavelmente sim. As marcas que deixam de vender produtos e passam a vender estilos de vida levam isso para seus preços. A Apple, por exemplo: um mp3, mp4 xing-ling cumpre as mesmas funções e até mesmo copiam o design do iPod, mas ainda assim, compramos os “originais” bem mais caros, apenas por serem… bem, iPods…
Bom te ver por aqui de novo!
Bjinhos
Mto instrutivo o post sobre o uso da internet na comunicação da marca com o público. Esse é um assunto que tem me interessado bastante.
Vc já leu ” Sem Logo”da canadense Naomi Klein? Mto bom livro que trata justamente sobre a construção das marcas a partir do fim dos anos 70; ele é ilustrado com mtos cases das mais famosas marcas.
A pouco, coisa de um mês atrás, entrei no FaceBook e pouco tempo depois no Twitter. Foi o que bastou para perceber que a minha própria percepção da realidade mudou a medida que me aprofundava na ultilização dessas mídias( É certo chamá-los. de mídias?) Mto bom seu blog! Vou visita-lo sempre.
abs
Daniel
Sou suspeito em falar pois, sou fanzaço da Adidas e tudo o que ela faz. Mas como ela manda no marketing esportivo é de fato algo grandioso. Como a Nike, essas empresas nao fabicam mais nada, terceirizaram tudas as fabricas e só tem escritorios de marketing e laboratorios de pesquisas e desenolvimento.
Bem-vindo ao Seculo XXI
parabens a Diana, ótimo post! =)
abs
daniel
Post muito bom.
Acho interessante saber como histórias de sucesso começaram.
Vou acompanhar o desenvolvimento do “Marcas de A a Z” ;-)
… eu tb gostava e admirava a Adidas, ainda tenho três pares de tenis deles, até o dia em que eu mandei um tenis para eles trocarem e eles nao trocaram…
resultado: Tênis eu não compro mais.
Daniel,
Ainda não li o “Sem logo”, mas já ouvi falar muito. É um livro que eu tenho muito interesse em ler.
Quanto à mudança da percepção da realidade na utilização das mídias sociais (é um termo que uso bastante, mas prefiro “redes sociais”, e nunca lembro de mudar a tempo…), isso acontece com bastante freqüência. Pela primeira vez na história, o poder da produção de conteúdo está nas mãos do público, e não dos grandes veículos. E o que eu vejo acontecer muito é as empresas não entenderem esse novo mundo, não saberem lidar.
Hoje, estava assistindo uma entrevista com o Sérgio Valente, presidente da DM9DDB, e ele estava falando sobre o case do Obama. Logo depois, fui procurar vídeos de propaganda da DM9, e dei de cara com um vídeo que foi muito criticado pelo público. O que a agência fez? Tomou uma atitude defensiva e excluiu comentários críticos demais. E isso, DEFINITIVAMENTE, não é a atitude mais inteligente ao usar as mídias sociais. Enfim, se a “agência do ano” em Cannes não sabe lidar com as novas mídias, a coisa complica, não?
Bom, seja bem-vindo ao blog, e sinta-se à vontade, ok?
Daniel (LogoBR),
Pois é, soube disso também. Empresas de marketing, e só.
Valeu pelo comment… Bjinhos.
Ueliton,
Obrigada pelo elogio. Apareça sempre, e sinta-se à vontade para sugerir, criticar, enfim… :)
André,
Isso é complicado. Tive 2 problemas recentes: um teve um final feliz, e o outro não.
O que não teve final feliz foi o que já te contei, sobre a Chilli Beans. Dizerem pra mim que a lente trincou por eu ter saído do ar-condicionado direto pro sol foi difícil de engolir. Mais difícil ainda é eles não terem assistência: eu não estava pedindo nada de graça, eu ia pagar pela troca das lentes, oras. Ainda assim, nada…
O que teve final feliz foi o da Leadership. Tenho uma bolsa de laptop linda! Faltava 1 mês para acabar a garantia quando a alça quebrou. Fui na loja, me orientaram a ligar pra Leadership. Liguei, me passaram um número de protocolo, e me falaram para ir à loja, que iriam trocar o produto para mim. Não tive problemas, nem com a empresa, nem com a loja, e agora, sou uma cliente fiel das duas empresas.
É aquela coisa: existe o risco de fraude do consumidor, mas se a empresa foge disso e penaliza consumidores que realmente tiveram problemas, perdem clientes que eram até mesmo defensores da marca. Será que vale à pena?
Bom, de cara já gostei do seu post, porque reúne duas paixões planejamento gráfico (logotipo) e história. Como já conhecia a história senti falta de uns detalhes interessantes sobre os dois irmãos… O Adi era bom nos negócios, mas quem sabia mesmo sobre o ofício era o irmão Rudolf, que é passado pra trás pelo irmão. Os dois se odiavam. Enfim esse case tem uma história riquíssima, gostei da sua abordagem suscinta … espero que a partir dele as pessoas se interessem e pesquisem mais a fundo…
Vi por alto a entrevista do Sergio, infelizmente estava no trânsito e só pude escutar e ver de longe quando ele coloca que o publicitário tem que fazer o que vai gerar resultado e não ficar agradando o cliente. Onde foi que passou?
Interessante seu caso da Chilli Beans, sempre fui muito bem atendida e onde moro eles dão assitência e de graça. Precisei trocar o parafuso de um e colocar num outro. Fizeram na hora sem me cobrar um centavo e ainda me deram uma caixinha nova e desconto num novo óculos que comprei. Sai de lá super satisfeita. Não precisei levar nota, levar nada… Infelizmente nem todas as franquias se preocupam com a imagem da marca e a satisfação do cliente.
Abraço.
Barbara,
É, infelizmente, precisei cortar bastaaante coisa. Mas no site da Adidas mesmo eles contam essa história completa. A ideia é essa mesmo, passar um case legal, e gerar nas pessoas a curiosidade por saber mais. :)
Quanto à entrevista do Sérgio, não lembro em qual canal (acho que foi na TV Cultura), nem o nome do programa. Não achei o vídeo também… :(
E sobre a Chilli Beans, vou tentar entrar em contato pelo site, então, já que esse tratamento horrível é exclusividade de Vitória… hehehe
Bjs, obrigada pela visita, e sinta-se à vontade por aqui, ok?
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