2
2009
Frida (EUA, 2002)
”E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
”Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”
A última entrada em seu diário: ”Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… Frida”
Frida Kahlo, 1907-1954

Coloquei uma meta para mim: assistir a um filme (bom) por semana. Filminhos com Adam Sandler não contam… Têm que ser aqueles filmes com roteiro, atores, fotografia, edição, figurino, tudo bom ao mesmo tempo. E hoje, assisti Frida, filme americano, dirigido por Julie Taymor (Accross the Universe, O Rei Leão da Broadway), e baseado no livro de Hayden Herrera.
Salma Hayek e Alfred Molina estão ótimos como Frida e Daniel Rivera, casal de artistas mexicanos, polêmicos e revolucionários. O filme, duro e suave, triste e alegre, conta a história de Frida Kahlo, pintora surrealista, de sua adolescência até sua morte.

Frida vivia intensamente cada instante de sua vida, até mesmo os de puro sofrimento. E sofrimento foi o que não faltou: aos 6 anos de idade, contraiu poliomielite (paralisia infantil), o que a deixou manca para o resto da vida. Na adolescência, sofreu um grave acidente de ônibus, com várias fraturas que a deixaram de cama por muito tempo, sentindo dores durante toda a vida e impossibilitada de ter filhos.

A coluna quebrada
Quando conhece e se apaixona por Diego Rivera, seu mentor, amigo e marido, Frida sofre ainda mais. Vejo nisso um amor incondicional, de ambas as partes, mesmo com todo o sofrimento que causaram um ao outro. Relações extraconjugais e temperamentos fortes. O fim desse relacionamento aconteceu quando Frida flagrou sua irmã e seu marido na cama. Anos depois, Frida e Diego se casaram novamente.

O mais interessante é que o filme consegue contar a vida da pintora do seu ponto de vista: Frida passava para a tela momentos particulares, especialmente os de sofrimento, como o aborto espontâneo que sofreu ou como as dores que sentia na coluna. Frida tinha um olhar totalmente diferente da realidade, transpunha isso para suas pinturas, e o filme transmite isso muito bem.

Hospital Henry Ford
Outros pontos de sua vida, como seu caso amoroso com o intelectual russo Leon Trotsky, sua prisão, suas viagens aos Estados Unidos acompanhando Diego, suas discussões fervorosas sobre o socialismo, sua revolução artística, política e sexual, sua morte, são magistralmente registrados no filme.
Enfim, a história triste e guerreira de uma mulher, mas contada da forma como ela mesma via a vida: intensa, colorida, alegre, forte. Até o momento de sua morte, por embolia pulmonar (ou por overdose de analgésicos, acidental ou não).
Uma história que vale a pena ver, rever, ler, analisar, sentir.

..
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8 Comments
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NOssa essa historia ai bem triste, coitada, a mulher sofreu a vida…
Esse filme é maravilhoso, assim como a hitória da própria Frida. A atuação da Salma Hayek é a melhor. Frida foi sem dúvida uma artista de peso que conseguia claramente passar seus sentimentos para arte, talvez por isso seus quadros sejam, para mim, tão perturbadores. Ela sofreu muito mesmo.
Passa a imagem da típica mexicana de pulso forte e alma frágil…
Olá Diana!
Eu já conhecia a história de Frida Kahlo, mas ainda não assisti a este filme. Pelo seu artigo, parece ser ótimo, já vai para a minha lista!
E ver um bom filme por semana é ótimo, também procuro fazer isso. Esta semana deixei por conta da TV e não dei muita sorte, depois passe lá no Rato para ver qual foi o filme ;-)
Grande beijo!
Pra quem ainda n leu: Resenha de Frida (2002), com Salma Hayek e Alfred Molina, sobre a pintora mexicana Frida Kahlo – http://migre.me/4yA1
Eu também sabia muito pouco de Frida. Pra ser muito sincera, eu sei o que a maioria sabe… mas parece que vale muito a pena assistir ao filme. Eu não posso negar que enquanto lia o que escreveu, acabei lembrando de outra estrela fantástica que a cultura do mundo teve o privilégio de herdar, enfim. Aí, talvez, possa ser uma sugestão para o próximo filme: Edith Piaf. Se ainda não assistiu os detalhes da carreira brilhante e, ao mesmo tempo, trágica dessa grande mulher, assista! É de arrepiar…
Gostei, Diana! Parabéns pelo blog.
Sarah.
sou apaixonada por esse filme, por essa história e pelo trabalho de Frida. Os quadros gritam, e eu acho fascinante alguém conseguir gritar com imagens.
Bruno,
Pois é… Eu já sabia de algumas coisas, e mesmo o filme não aborda tudo.
Nati,
Concordo! Acho que sua frase final resumiu tudo! ;)
Cristine,
Assista mesmo, o filme é uma obra de arte mesmo!!
Sarah,
É, todo mundo me fala pra assistir Piaf. Preciso! :) Obrigada pela visita, sinta-se à vontade!
Carlinha,
Concordo! Os quadros são perturbadores… e fascinantes!
[...] Frida Kahlo, pintora mexicana, polêmica e revolucionária, que viveu de 1907 a 1954. O Blog Midiamorfose traz uma resenha muito legal do filme americano Frida, dirigido por Julie Taymor, em que Salma [...]