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Feb
21
2008

Livros sobre o presente e o futuro

Uma vez, um professor me disse que nós olhamos o futuro com os olhos de hoje. Sempre que imaginamos como a vida será daqui a um tempo, acabamos fazendo isso baseado no que conhecemos hoje e em nossas necessidades atuais, e por isso, a maior parte das previsões falham.

Nessa idéia, tenho três sugestõezinhas:

2015: como viveremos, de Ethevaldo Siqueira

Este livro é muito interessante. Nele, Siqueira coloca o resultado de pesquisas e entrevistas com cientistas que pensam o futuro. O resultado é um livro muito bom, que tenta entender como será o mundo em diversos aspectos: casa, lazer, ferramentas, escola. trabalho e a Sociedade da Informação.

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A Vida Digital, por Nicholas Negroponte

Neste livro, o guru Negroponte (15 anos atrás) fala sobre os serviços digitais, a substituição de átomos por bytes.

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A Ciência de Harry Potter, por Roger Highfield

Escrito no estilo “superinteressante”, o livro fala de todas aquelas coisas que vemos nos livros e nos filmes, e de como a ciência está trabalhando para trazê-las à realidade.

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Enfim, três sugestões que eu considero bem interessantes: uma atual, que fala sobre o futuro, uma de 15 anos atrás, falando de tudo o que vivemos hoje, e uma sobre quais são os novos desafios da ciência. Enjoy it! ;)

Jan
31
2008

Cem anos de solidão – García Márquez

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Imagem de Kurt Halsey

Acabo de ler Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. Aurelianos e Josés Arcadios, Remedios e Amarantas, formigas e fantasmas, peixinhos de ouro e um só destino: a solidão. Tudo isso em uma história envolvente, que nos faz sorrir e agonizar.

Com maestria, García Márquez constroi um mundo real e irreal ao mesmo tempo, contando a história da família Buendía, uma história destinada a se repetir indefinidamente, até que o tempo não lhe dê uma segunda chance.

Confesso que me perdi um pouco na repetição de nomes, e na complicada árvore genealógica criada por Gabriel, mas me peguei sorrindo por diversas vezes, e a ponto de chorar em tantas outras. E em tantas figuras de linguagem e frases que fazem doer até a alma, coloco García Márquez na lista dos FAVORITOS EVER!!

Enfim, o autor conhece como ninguém as entranhas da solidão, a ponto de torná-la, apesar de triste, algo incrivelmente belo.

Imagem: Kurt Halsey, outro gênio que entende muito bem a arte da solidão.

Jan
13
2008

Livros da minha infância – Manual da Mônica, de 1985

Eu poderia citar vários livros que me marcaram na “fase tenra do meu existir”.

Poderia dizer que foi Sonho de uma noite de verão (versão infanto-juvenil), de Shakespeare, já que é a primeira opção que vem à mente quando penso nisso. Poderia também dizer que foi A Fada que tinha ideias, já que eu sempre tive a esperança de me tornar uma fada. Também poderia falar de O Pequeno Príncipe, ou de Frankenstein. Mas acho que estaria sendo injusta. Todos esses livros se perderam em algum momento: ou emprestei pra alguém que nunca mais me devolveu, ou acabei doando. Tive de comprá-los novamente depois.

Enfim, acho que o que realmente mais me marcou foi o Manual da Mônica, de Maurício de Sousa, edição de 1985. É o único que ainda resiste bravamente, mesmo rabiscado pelas mãos de uma criança de 3 anos, mesmo remendado e com as folhas se soltando. Foi nele que aprendi a ler, aos 4 anos de idade. Foi ele que defendi tão calorosamente nas inúmeras vezes que a minha mãe quis se desfazer das “quinquilharias”. Foi com ele que aprendi a fazer bolo de chocolate (a receita, por sinal, é excelente!). É dele a memória de leitura mais antiga que tenho: um texto sobre índios apache.

Manual da Mônica
Manual da Mônica

E, além de tudo isso, ele é a única lembrança viva do meu tio Chico, que faleceu tão logo eu completei 4 anos. Que nunca chegou a me ver tropeçando nas palavras do texto dos índios. Que nunca comeu do bolo de chocolate. Que somente viu os rabiscos e as “obras de arte abstrata” nas páginas do manual.

Vou ficando por aqui, sonhando com o dia em que meus filhos estraçalharão ainda mais o Manual da Mônica. DESDE QUE ele continue vivo pra contar a história.

Jan
5
2008

Memórias de uma Gueixa (2005)

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Memórias de uma Gueixa

Eu tinha esse filme aqui em casa já há bastante tempo, mas sempre que ia assistir, algum imprevisto não me deixava. Mas hoje resolvi assisti-lo, com sua fotografia fantástica, trilha sonora impecável e uma história comovente.

Li aqui que o filme não é tão real como tenta parecer, mas talvez por não conhecer a realidade de perto, eu não seria tão dura com o filme. Em nenhum momento me pareceu que “a linha que divide gueixas de protitutas desapareceu”. Ao contrário, achei a atmosfera do filme tão linda e artística…

Tudo bem, posso realmente estar julgando sem conhecer. E, para minimizar um pouco esse fato, falo de uma reportagem de um especial da *National Geographic sobre o Japão. Os trechos abaixo, inclusive, foram adaptados do livro Geisha, de Jodi Cobb.

“Os lábios selados simbolizam o código de honra da gueixa. Elas divertem a elite masculina do Japão com música, dança, canções e conversa – e são valorizadas tanto pela discrição quanto pela beleza.

“Foi em Tokyo, Kyoto e Osaka que as gueixas surgiram no século 17, como dançarinas e cantoras. As primeiras eram homens, mas, no século 18, a profissão já era dominada pelas mulheres.

“A gueixa hoje é a elite da extensa indústria que evoluiu através dos séculos para atender aos desejos sensuais do homem japonês. Mas ela não é prostituta. Se fornece serviços sexuais, é por opção ou porque está envolvida em um relacionamento duradouro. O trabalho dela é VENDER SONHO (DE LUXO, ROMANCE E EXCLUSIVIDADE) aos homens mais ricos e poderosos do Japão.

“Numa cultura obcecada pelo trabalho, fornecem a ilusão do romance para gente com raro acesso à emoção verdadeira. Apesar de seus dons artísticos, os japoneses dizem apreciar mais sua capacidade de conversar.

“Por meio de disciplina e talento, as gueixas criam uma vida de beleza. Transformam-se na imagem da mulher perfeita, são o resumo da cultura e do refinamento japonês, como obras de arte vivas”.

Também recomendo a leitura deste post, que trata de uma “desconstrução gráfica de cartazes”, no qual a blogueira Márcia Okida analisa o design do cartaz do filme.

(*) Reportagem publicada na Revista National Geographic, Especial Japão, em outubro de 2005.

Info no IMDB: Memórias de uma gueixa (Memoirs of a geisha) – 2005

Jan
4
2008

Drácula, de Bram Stoker

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Drácula, da adaptação de 1931

“O desespero sabe engendrar suas calmarias”.
Do Diário de Jonathan Harker, Drácula, Bram Stoker, 1897.

Acabo de ler Drácula, de Bram Stoker. O que dizer? Um livro instigante, que tem o poder de te prender na história (li 400 páginas em 2 dias!); uma história de horror, e ao mesmo tempo, de amor incondicional.

O romance é narrado numa série de escritos em diários e cartas, de uma caçada a um ser aparentemente indestrutível. Stoker não inventou o vampiro, mas a influência de seu romance foi por si só responsável por dezenas de adaptações teatrais e cinematográficas.

Enfim, mal posso esperar para assistir ao filme, com Gary Oldman, Wynona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves, além da direção de Francis Ford Coppola. É, é vergonhoso admitir, mas eu ainda não assisti…

Assisti ao filme e adorei! Gary Oldman está ótimo, Anthony Hopkins então nem se fala. Mas o Keanu, apesar de ser um dos meus amados do cinema, é a mesma coisa em todos os filmes. Tudo bem, ele não precisa ser o melhor ator do mundo, oras… :D

Coppola é sempre ótimo, adoro! E pelo que eu me lembro do livro, o roteiro até que é bem fiel.

Quanto ao livro, eu sugiro fortemente que você leia logo que puder. Simplesmente fantástico!

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Imagem: Da adaptação cinematográfica de 1931, a primeira adaptação oficial do livro de Bram Stoker.

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