Browsing all articles in Livros

1° dia – Livro que você mais gostou – O Idiota, de Dostoiévski;
2° dia – Livro que você mais odiou – Fortaleza Digital, de Dan Brown;
3° dia – Livro mais barato que você comprou – Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare;
4° dia – Livro mais caro que você comprou – O Senhor dos Aneis, de Tolkien;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele – Conte-me seus sonhos, de Sidney Sheldon;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele – O Apanhador no campo de centeio, de Salinger;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

-

Dia 7 – Livro que você mais recomenda

Qual o sentido desse “mais recomenda”? Quantidade de vez que recomendei um livro a alguém? Ou um livro tão bom que mudou minha vida, e que eu acho que pode mudar a sua também?

Sei lá. Como não sou fã de auto-ajuda e acho que cada pessoa tem suas verdades, suas convicções, suas fases e seus momentos, vou ficar com o livro que recomendo a todo mundo: Balde de Gelo. ;)

O phoda é o seguinte: não tem mais pra vender, eu acho. Mas não tem problema, já que o livro começou como um blog, que ainda está integralmente no ar. Você pode ler clicando aqui, ó. Só lembre que, como é um blog, os posts estão em ordem decrescente, do mais recente para o primeiro.

Infelizmente, o Marco Aurélio (do Jesus, me chicoteia) e a Daniela Macedo, autores do blog-livro, não atualizaram mais o blog. Uma pena, porque é BOM DEMAIS!

E sobre o quê é esse livro-blog?!? Sobre guerra dos sexos. A vida de um casal, contada tanto na versão dele quanto na dela. Acontecimentos engraçadíssimos, daqueles “que só acontecem comigo”, sabe? Leitura super agradável. Sempre pego meu livro quando estou estressada ou cansada, e quero ler coisas leves e dar boas risadas. E uma curiosidade: o livro teve 2 capas: é que a Daniela e o Marco Aurélio não chegaram a um acordo sobre qual capa era melhor. Melhor assim, já que até as capas acabaram entrando na brincadeira. :)

“A vida a dois não é complicada. Complicado é sambar em descida. A vida a dois é um milagre, isso sim. Só vivendo pra entender o que é agüentar maus humores, parentes, cachorro pentelho, ciúmes, amigos intrometidos. Mas também é só vivendo que se compreende a delícia de chegar em casa depois de um dia corno e encontrar quem se ama, receber cafuné assistindo filme, soltar pum sem precisar pedir desculpa. E “Balde de Gelo” traz todos esses ingredientes misturados com graça, leveza e humor – atributos indispensáveis para a sobrevivência de qualquer relação. E de qualquer um.”

Daniela Macedo, jornalista e Marco Aurélio dos Santos, analista de sistemas, são os autores do blog Balde de Gelo, que descreve os acontecimentos vividos por um casal sob pontos de vista individuais: o dele e o dela.

Continuando o desafio…

1° dia – Livro que você mais gostou – O Idiota, de Dostoiévski;
2° dia – Livro que você mais odiou – Fortaleza Digital, de Dan Brown;
3° dia – Livro mais barato que você comprou – Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare;
4° dia – Livro mais caro que você comprou – O Senhor dos Aneis, de Tolkien;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele – Conte-me seus sonhos, de Sidney Sheldon;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

-

Dia 6: Livro que menos me prendeu a atenção

A @coramade uma vez me disse que só gostamos e aprendemos com aquilo que nos identificamos. Acho que é bem por aí, com relação a livros e filmes. Já li livros clássicos e reconhecidíssimos, que não gostei. Foi o caso de O apanhador no campo de centeio, de Salinger e On the Road, de Jack Kerouac.

Já falei sobre o “On the Road” aqui no blog. Leia aqui. :)

Já o Apanhador no campo de centeio, meu ex-namorado vivia me dizendo que eu iria adorar, segundo ele pela linguagem utilizada (e tome palavrão no texto). Tá, eu gosto de narrativas que fazem bom uso dos palavrões (hehehe). Mas eu tenho a impressão de que teria gostado do livro se o tivesse lido na adolescência. E não foi o caso: li numa fase em que já estava me tornando adulta (e dizem que é só nessa fase que sabemos reconhecer – e nos irritar – com os adolescentes).

De forma nenhuma digo pra você não ler O apanhador: é um clássico, deve ser lido. Mas o faça em uma fase mais rebelde, caso você já seja adulto. Ou sou só eu que não tive paciência com a rebeldia sem causa do Holden Caulfield?

Enhanced by Zemanta

Lembrando…

1° dia – Livro que você mais gostou;
2° dia – Livro que você mais odiou;
3° dia – Livro mais barato que você comprou;
4° dia – Livro mais caro que você comprou;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

Livro que mais me fez ter a atenção nele

Quando eu era adolescente, era MUITO fã de Sidney Sheldon. A cada dois dias, ia na biblioteca da escola pra pegar um livro dele (e dois dias depois, já tinha lido, e voltava pra buscar outro. Cíclico. :P). Li quase todos os livros dele. Mas só comprei dois: Conte-me seus sonhos e O Céu está Caindo, dois dos últimos romances do escritor.

De todos os livros dele, Conte-me seus sonhos é o meu preferido. E como todos os outros, me prendeu tanto a atenção que terminei em 2 dias.

Enfim, não posso falar muita coisa, porque qualquer coisa a mais que eu diga pode ser considerada como spoiler. Mas, basicamente, Conte-me seus sonhos é sobre Ashley Patterson, uma mulher acusada de cometer uma série de assassinatos brutais, dos quais ela não tem consciência, mesmo com evidências concretas de sua autoria. É uma história que explora o psicológico, e possui um final (mais especificamente, uma frase final) que permite N interpretações: de todas as pessoas que conheço que leram o livro, NINGUÉM interpretou o final da mesma forma.

Enfim, como eu disse neste post, Sidney Sheldon é um dos poucos autores best-seller que eu gosto. Ah sim, uma coisa que nem todo mundo sabe também é que ele foi o criador da série Jeannie é um gênio. :)

E vamos ao quarto post da série. :)

1° dia – Livro que você mais gostou; – post
2° dia – Livro que você mais odiou; – post
3° dia – Livro mais barato que você comprou; – post
4° dia – Livro mais caro que você comprou;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

4o. Dia: Livro mais caro que você comprou

Bom, sou meio assim: gosto de comprar coisas, mas raramente compro algo muito caro. Acho que nessa categoria, que eu me lembre, foi O Senhor dos Aneis, por R$89,00 (claro, descartando os livros técnicos).

Edição que eu comprei, hoje por R$94,90. o.O

Tolkien é gênio. Period. Não há o que discutir.

Confesso que, como qualquer pessoa do Século XX, acostumada com uma cultura da falta de tempo, da velocidade, da internet, achei que a obra-prima de Tolkien tem um ritmo um pouco cansativo, principalmente o primeiro livro da trilogia, A Sociedade do Anel. (Ô viagem-pela-floresta que não acaba nunca! rs)

Mas mesmo assim, a genialidade do ômi que se tornou @oCriador da Terra Média me encanta. E eu ainda vou falar élfico! :)

Vamos ao terceiro post da série. :)

Recapitulando:

1° dia – Livro que você mais gostou; – post
2° dia – Livro que você mais odiou; – post
3° dia – Livro mais barato que você comprou;
4° dia – Livro mais caro que você comprou;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

3° dia – Livro mais barato que você comprou

.

Vale em sebo? De qualquer forma, não lembro meeeesmo. Então, vamos a um que foi baratinho, e que eu lembro que li: paguei 4 reais em uma edição infantil de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, em um sebo.

Quando era criança, de vez em quando a professora de português pedia que a gente lesse algum livro pra fazer uma prova. Normal. Uma vez, a “tia” pediu que lêssemos o Sonho de uma Noite de Verão, edição da série Reencontro, que tem vários clássicos da literatura adaptados para crianças: Robin Hood, Cyrano de Bergerac, Dom Quixote, Drácula, Odisseia, Os Lusíadas, entre outros. Enfim, perdi meu livro quando emprestei pra alguém que nunca devolveu (ou pode ter sido quando doava aquele monte de livros pras gincanas da escola, sei lá). Porém, tem um detalhe: é um dos meus livros preferidos.

Um dia, vasculhando num sebo, encontrei aquela mesma edição, e na hora, levei pra casa, junto com a do Cyrano de Bergerac.

As adaptações dos livros dessa série são feitas por gente que sabe como falar com criança: no caso do Sonho de uma Noite de Verão, a adaptação foi feita por Ana Maria Machado, autora infanto-juvenil com mais de 100 livros publicados no Brasil e em mais de 17 países, somando mais de 18 milhões de exemplares vendidos.

Abaixo, segue sinopse do livro feita pela Editora Scipione:

Na Atenas da Antigüidade, Helena ama Demétrio, que ama Hérmia, que ama Lisandro, que também a ama. O velho Egeu, pai de Hérmia, quer que ela se case com Demétrio. A moça decide fugir com Lisandro, e os dois marcam um encontro em um bosque. Só que no local vivem duendes, elfos e fadas, que usam poções mágicas para encantar, confundir e aproximar casais apaixonados, causando bastante confusão. Esta clássica comédia de Shakespeare é um ótimo estímulo ao estudo da mitologia.

Enfim, adoro toda essa coleção. :)

Quanto a livro “novo” mais barato que já comprei, sério, não tenho ideia. Até porque eu adoro os pocket books, e como todos eles são baratinhos… :)

No mais, os livros da coleção Reencontro estão por volta de 28 reais. Mas no Estante Virtual, dá pra achar todos eles bem baratinhos, ó. É só clicar aqui, que eu até já fiz a busca pra você. ;)

E vamos ao segundo dia do Desafio “10 Livros em 10 dias”.

Falar do livro que eu mais odiei é bem mais fácil do que o que eu mais gostei: não gosto muito de fórmulas prontas. Por isso, acabo passando longe da banca de auto-ajuda e best-sellers (apesar de às vezes ser possível encontrar algumas pérolas ali – A menina que roubava livros é uma delas).

Quando eu era adolescente, gostava muito de ler Sidney Sheldon (sim, best-seller e sim, fórmula pronta, repetida à exaustão. Mas eu gostava mesmo assim). Por isso, quando apareceu Dan Brown, não vi nada de extraordinário ali. Li O Código da Vinci, achei interessante (pô, o livro te prende mesmo), mas na metade do livro eu já havia deduzido o final. Okee dokee.

Aí, resolvi tentar o Fortaleza Digital, já que o termo “digital” me chama bastante a atenção. E só posso dizer que foi S-O-F-R-Í-V-E-L! Um livro chato, arrastado e com um final que chama qualquer um de TROUXA. Sério, a minha sensação ao terminar de ler foi “Mamãe, o Dan Brown me fez de besta”.

O livro conta a história [e aqui entra a cópia da sinopse na Wikipedia, já que, pelo menos nesse caso, minha memória parece ser seletiva. hehe]…

Ensei Tankado, um ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional que jura vingar-se dos Estados Unidos, desenvolve um algoritmo de encriptação inquebrável, algo considerado impossível, que caso seja publicamente utilizado inutilizará o computador superpotente da NSA, TRANSLTR, na decodificação de mensagens. A este algoritmo dá o nome de Fortaleza Digital.

Tankado conta com a ajuda de North Dakota, pessoa responsável por tornar o Fortaleza Digital público caso Tankado morra sem cumprir seu objetivo. Tankado sofre uma morte misteriosa, supostamente causada por um ataque cardiaco. Antes de morrer, Tankado tenta chamar a atenção das muitas pessoas que passavam ao seu redor numa praça pública da Espanha para o anel que trazia na sua mão esquerda, anel esse que seria a chave do Fortaleza Digital.

Trevor Strathmore, vice-director da NSA, convida David Becker para ir a Espanha em busca do anel e juntamente com a criptóloga Susan Fletcher, noiva de Becker, tenta evitar a disseminação do Fortaleza Digital. Sem saber em quem confiar, Susan e David, separados, tentam encontrar a solução para evitar o que poderia ser o maior desastre da História da Segurança de Informações norte-americana.

Enfim, eu tinha achado a proposta interessante. Estava em uma fase meio geek demais, assistindo filmes de tecnologia e pensando em estudar webdevelopment. Mas Dan Brown, em sua ânsia de colocar um final que não se espera acabou fazendo deste algo como “viu? Tava na sua cara o tempo todo, sua anta”, conseguindo fazer com que eu tomasse birra dos livros dele para todo o sempre. Amém.

Compare preços:

- Fortaleza Digital

- O Código da Vinci

- Sidney Sheldon

- A menina que roubava livros

Primeiro, foi a Naomi (Pensamentos de uma Batata Transgênica). Depois, a Cris (Rato de Biblioteca). Adorei a ideia de falar de 10 livros, um por dia (ói aí o pretexto pra voltar a atualizar o blog com frequência!), e resolvi participar também.

O desafio é falar de dez livros, seguindo alguns critérios:

1° dia – Livro que você mais gostou;
2° dia – Livro que você mais odiou;
3° dia – Livro mais barato que você comprou;
4° dia – Livro mais caro que você comprou;
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele;
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele;
7° dia – Livro que você mais recomenda;
8° dia – Livro que você menos recomenda;
9° dia – Série de livros que você mais gosta e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu.

Então vamos lá!

Livro que eu mais gostei:

Difícil pacas dizer qual o livro que mais gostei na vida. Fico entre Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll e O Idiota, de Dostoiévski. Hummm… Acho que fico com Dostô. Amo Alice, minha alter-ego, mas me impressionou muito tudo o que Dostoiévski me fez sentir.

Publicado em 1869, O Idiota conta a história do príncipe Míchkin, personagem inspirado em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Míchkin volta de um auto-exílio na Suíça para tratar de sua epilepsia (idiotia). Quando precisou voltar à Rússia, conhece uma parente distante (Aglaia Epantchiná) e sente uma enorme afeição por ela. Míchkin demonstra ser, durante toda a história, honesto, ingênuo, romântico e bondoso, e as pessoas à sua volta entendem que esses são sintomas de sua idiotia.

Dostoiévski era, ele mesmo, epiléptico. E também já havia sido condenado à morte, tendo sua pena alterada para exílio. E consegue nesse romance descrever as duas cenas mais angustiantes que já li em toda a minha vida: a primeira, quando Míchkin pede a Adelaída Epantchiná que pinte o rosto de um condenado à morte, um segundo antes da guilhotina cair sobre seu pescoço. E depois, quando ele descreve um ataque epiléptico… do ponto de vista do epiléptico.

Enfim, é um livro menos conhecido que Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov, mas é fantástico! E eu ainda vou ler toda a obra do Dostô, tido como o “pai do existencialismo”.

:)

Na Wikipédia:

- O Idiota;

- Fiódor Dostoiévski.

Compare preços:

- Alice no País das Maravilhas

- O Idiota

- Crime e castigo

- Os irmãos Karamazov

Uma vez, um professor me disse que nós olhamos o futuro com os olhos de hoje. Sempre que imaginamos como a vida será daqui a um tempo, acabamos fazendo isso baseado no que conhecemos hoje e em nossas necessidades atuais, e por isso, a maior parte das previsões falham.

Nessa idéia, tenho três sugestõezinhas:

2015: como viveremos, de Ethevaldo Siqueira

Este livro é muito interessante. Nele, Siqueira coloca o resultado de pesquisas e entrevistas com cientistas que pensam o futuro. O resultado é um livro muito bom, que tenta entender como será o mundo em diversos aspectos: casa, lazer, ferramentas, escola. trabalho e a Sociedade da Informação.

Compare preços de 2015: como viveremos.

..

A Vida Digital, por Nicholas Negroponte

Neste livro, o guru Negroponte (15 anos atrás) fala sobre os serviços digitais, a substituição de átomos por bytes.

Compare preços de Nicholas Negroponte

..

A Ciência de Harry Potter, por Roger Highfield

Escrito no estilo “superinteressante”, o livro fala de todas aquelas coisas que vemos nos livros e nos filmes, e de como a ciência está trabalhando para trazê-las à realidade.

Compare preços de A Ciência de Harry Potter

..

Enfim, três sugestões que eu considero bem interessantes: uma atual, que fala sobre o futuro, uma de 15 anos atrás, falando de tudo o que vivemos hoje, e uma sobre quais são os novos desafios da ciência. Enjoy it! ;)

Compare preços de Cem anos de Solidão (livros)

Compare preços de Gabriel García Márquez (livros)

Imagem de Kurt Halsey

Acabo de ler Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. Aurelianos e Josés Arcadios, Remedios e Amarantas, formigas e fantasmas, peixinhos de ouro e um só destino: a solidão. Tudo isso em uma história envolvente, que nos faz sorrir e agonizar.

Com maestria, García Márquez constroi um mundo real e irreal ao mesmo tempo, contando a história da família Buendía, uma história destinada a se repetir indefinidamente, até que o tempo não lhe dê uma segunda chance.

Confesso que me perdi um pouco na repetição de nomes, e na complicada árvore genealógica criada por Gabriel, mas me peguei sorrindo por diversas vezes, e a ponto de chorar em tantas outras. E em tantas figuras de linguagem e frases que fazem doer até a alma, coloco García Márquez na lista dos FAVORITOS EVER!!

Enfim, o autor conhece como ninguém as entranhas da solidão, a ponto de torná-la, apesar de triste, algo incrivelmente belo.

Imagem: Kurt Halsey, outro gênio que entende muito bem a arte da solidão.

Eu poderia citar vários livros que me marcaram na “fase tenra do meu existir”.

Poderia dizer que foi Sonho de uma noite de verão (versão infanto-juvenil), de Shakespeare, já que é a primeira opção que vem à mente quando penso nisso. Poderia também dizer que foi A Fada que tinha ideias, já que eu sempre tive a esperança de me tornar uma fada. Também poderia falar de O Pequeno Príncipe, ou de Frankenstein. Mas acho que estaria sendo injusta. Todos esses livros se perderam em algum momento: ou emprestei pra alguém que nunca mais me devolveu, ou acabei doando. Tive de comprá-los novamente depois.

Enfim, acho que o que realmente mais me marcou foi o Manual da Mônica, de Maurício de Sousa, edição de 1985. É o único que ainda resiste bravamente, mesmo rabiscado pelas mãos de uma criança de 3 anos, mesmo remendado e com as folhas se soltando. Foi nele que aprendi a ler, aos 4 anos de idade. Foi ele que defendi tão calorosamente nas inúmeras vezes que a minha mãe quis se desfazer das “quinquilharias”. Foi com ele que aprendi a fazer bolo de chocolate (a receita, por sinal, é excelente!). É dele a memória de leitura mais antiga que tenho: um texto sobre índios apache.

Manual da Mônica
Manual da Mônica

E, além de tudo isso, ele é a única lembrança viva do meu tio Chico, que faleceu tão logo eu completei 4 anos. Que nunca chegou a me ver tropeçando nas palavras do texto dos índios. Que nunca comeu do bolo de chocolate. Que somente viu os rabiscos e as “obras de arte abstrata” nas páginas do manual.

Vou ficando por aqui, sonhando com o dia em que meus filhos estraçalharão ainda mais o Manual da Mônica. DESDE QUE ele continue vivo pra contar a história.

Related Posts with Thumbnails

A blogueira que vos fala...

Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.

Receba as atualizações do Midiamorfose no seu e-mail

Digite seu e-mail:

Por FeedBurner

Nas Redes Sociais…

Também estou em…


.

.

Posts Recentes

Categorias

Arquivos

.



PHOTOSTREAM

Arena.comArena.comArena.comArena.comArena.comArena.com
Site5 | Experts In Reseller Hosting.