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Nov
9
2010

ENEM, volte a ser o que era.*

Eu já fui entusiasta do ENEM. Aliás, ainda sou, mesmo que ano após ano eu leve um balde de água fria pela má gestão do Ministério da Educação.

Lembro quando eu estava no Ensino Médio, no final da década de 90. Eu achava o modelo de Vestibular extremamente ultrapassado: e tome musiquinha e versinhos para decorar todas as conjugações de verbos e fórmulas de Física. O aluno era condicionado a estudar em um modelo de competição bem diferente do que ele teria que encarar dali pra frente. E eram aprovados, não os mais espertos, mas os que tinham melhor memória.

Eu ficava imaginando chegar num médico que, acostumado a estudar loucamente para aquelas provas infernais, viesse cantar uma musiquinha de decoreba pra descobrir se eu estava com problema na vesícula ou no pâncreas. Dramática, eu? Só um pouquinho.

O fato é que no fim do 1º. ano, fui apresentada ao ENEM. Ele era recente, acho que tinha acontecido 1 ou 2 vezes e, claro, não era obrigatório. E eu adorei! Porque eu via ali uma prova em que, mais do que decorebas, o que era realmente importante era a capacidade do aluno pensar. A partir dali, sempre defendi a substituição do Vestibular pelo ENEM.

Há alguns anos, o Governo finalmente passou a exigir a todos os alunos a realização da prova! That’s a Bingo! Uma conquista que eu acho que não deve voltar atrás mesmo. Só que o problema hoje é outro: a falta de competência em gerir a realização de um exame nacional.

Consigo imaginar a frustração pela qual esses milhares de adolescentes encararam hoje, com o anúncio da suspensão do exame. Porque eu consigo lembrar o tamanho da pressão que eu sentia naquela época, em que eu estudava em uma escola que estimulava uma grande competitividade nos alunos, e que me fazia pensar que falhar na tentativa de entrar para uma faculdade seria uma vergonha sem fim.

E aí, vem o Ministro Fernando Haddad dizer que o ENEM não vai ser anulado (o MEC está recorrendo na Justiça) e que as falhas não irão afetar a credibilidade do exame. Com todo o respeito, Ministro, vou discordar. Vou discordar porque não aceito a falta de respeito com milhares de estudantes que se esforçaram e passaram por toda essa pressão, e que hoje viram todo um esforço ir para o ralo por causa de falhas que não são deles. E vou discordar porque a credibilidade do ENEM já foi afetada.

Enfim. Espero, de verdade, que falhas como essas não aconteçam mais. Porque, apesar de todos os pesares, eu ainda acredito no ENEM.

*Post inspirado por esse aqui.

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Jan
22
2008

Complete a frase: “Faça o que eu digo, mas…”

Relativismo: culpado ou inocente? O que é proibido deveria ser proibido para todos ou somente para alguns?

Não sei. E não sei se consigo formar uma opinião sobre isso. Não agora, pelo menos.

Mas o fato é que, HOJE, achei um absurdo o fato que o Inagaki aponta:

No dia 30 de novembro de 2007 a artista suíça Mona Caron, atualmente residente em São Francisco, EUA, participou da Bicicletada, movimento que reúne mensalmente usuários de veículos não-motorizados, que se encontram com o objetivo de reivindicar seu espaço nas ruas e o direito de andar com tranquilidade pelas cidades onde moram. Na ocasião, Mona desenhou um painel na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, ilustrado por uma bicicleta alada.

Bicicletada, by Mona Caron

Bicicletada, by Mona Caron

Esse grafite, como mostra a foto abaixo, que encontrei no excelente blog Apocalipse Motorizado, não existe mais. No lugar da arte urbana, restou um muro cinza e estéril.

Muro Cinza

Muro Cinza

Tá. Pela ditadura do ‘politicamente correto’, isso não pode. Mas o que justifica uma arte urbana desaparecer e uma propaganda política, não?

Propaganda Kassab

Propaganda Kassab

Enfim. Neste Flickr, você encontra artes urbanas que se tornaram somente fotos, e uma crítica ao Kassab. Vale MUITO a pena visitar!

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