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Demorei a assistir Pulp Fiction. Tentei umas três vezes, mas nunca estava exatamente no clima. E como eu tenho o DVD, fui adiando (coisa que, juro, não faço nunca mais na minha vida!).


O que dizer? Roteiro e direção impecáveis (Quentin Tarantino, oras!), atuações magníficas.
Adoro roteiros não-lineares. Adoro ver Tarantino atuando. Adoro ver Uma Thurman, John Travolta, Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Harvey Keitel, todos excelentes! Tá, pra dizer a verdade, só achei chato quando o Bruce Willis contracena com a Maria de Medeiros: mel com açúcar demaaais.
Samuel L. Jackson e John Travolta fazem uma dupla incrível. Uma Thurman está tão diferente, e numa elegância que nem uma overdose consegue destruir. E Harvey Keitel rouba a cena no pouco tempo que aparece.
Gente, e aquele bar estilo década de 50? Aquela dança da Uma com o Travolta? Quero sentar e tomar um milk-shake de 5 dólares em um Chrysler. Quero ser atendida pela Marilyn Monroe.
Quero dançar Girl, you’ll be a woman soon de um jeito bêbado e descompromissado. Quero chamar o Mr. Wolf pra resolver os meus problemas. E quero falar: “Zed is dead, baby. Zed is dead.”
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Eu tinha esse filme aqui em casa já há bastante tempo, mas sempre que ia assistir, algum imprevisto não me deixava. Mas hoje resolvi assisti-lo, com sua fotografia fantástica, trilha sonora impecável e uma história comovente.
Li aqui que o filme não é tão real como tenta parecer, mas talvez por não conhecer a realidade de perto, eu não seria tão dura com o filme. Em nenhum momento me pareceu que “a linha que divide gueixas de protitutas desapareceu”. Ao contrário, achei a atmosfera do filme tão linda e artística…
Tudo bem, posso realmente estar julgando sem conhecer. E, para minimizar um pouco esse fato, falo de uma reportagem de um especial da *National Geographic sobre o Japão. Os trechos abaixo, inclusive, foram adaptados do livro Geisha, de Jodi Cobb.
“Os lábios selados simbolizam o código de honra da gueixa. Elas divertem a elite masculina do Japão com música, dança, canções e conversa – e são valorizadas tanto pela discrição quanto pela beleza.
“Foi em Tokyo, Kyoto e Osaka que as gueixas surgiram no século 17, como dançarinas e cantoras. As primeiras eram homens, mas, no século 18, a profissão já era dominada pelas mulheres.
“A gueixa hoje é a elite da extensa indústria que evoluiu através dos séculos para atender aos desejos sensuais do homem japonês. Mas ela não é prostituta. Se fornece serviços sexuais, é por opção ou porque está envolvida em um relacionamento duradouro. O trabalho dela é VENDER SONHO (DE LUXO, ROMANCE E EXCLUSIVIDADE) aos homens mais ricos e poderosos do Japão.
“Numa cultura obcecada pelo trabalho, fornecem a ilusão do romance para gente com raro acesso à emoção verdadeira. Apesar de seus dons artísticos, os japoneses dizem apreciar mais sua capacidade de conversar.
“Por meio de disciplina e talento, as gueixas criam uma vida de beleza. Transformam-se na imagem da mulher perfeita, são o resumo da cultura e do refinamento japonês, como obras de arte vivas”.
Também recomendo a leitura deste post, que trata de uma “desconstrução gráfica de cartazes”, no qual a blogueira Márcia Okida analisa o design do cartaz do filme.
(*) Reportagem publicada na Revista National Geographic, Especial Japão, em outubro de 2005.
Info no IMDB: Memórias de uma gueixa (Memoirs of a geisha) – 2005
4
Drácula, de Bram Stoker
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“O desespero sabe engendrar suas calmarias”.
Do Diário de Jonathan Harker, Drácula, Bram Stoker, 1897.
Acabo de ler Drácula, de Bram Stoker. O que dizer? Um livro instigante, que tem o poder de te prender na história (li 400 páginas em 2 dias!); uma história de horror, e ao mesmo tempo, de amor incondicional.
O romance é narrado numa série de escritos em diários e cartas, de uma caçada a um ser aparentemente indestrutível. Stoker não inventou o vampiro, mas a influência de seu romance foi por si só responsável por dezenas de adaptações teatrais e cinematográficas.
Enfim, mal posso esperar para assistir ao filme, com Gary Oldman, Wynona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves, além da direção de Francis Ford Coppola. É, é vergonhoso admitir, mas eu ainda não assisti…
Assisti ao filme e adorei! Gary Oldman está ótimo, Anthony Hopkins então nem se fala. Mas o Keanu, apesar de ser um dos meus amados do cinema, é a mesma coisa em todos os filmes. Tudo bem, ele não precisa ser o melhor ator do mundo, oras… :D
Coppola é sempre ótimo, adoro! E pelo que eu me lembro do livro, o roteiro até que é bem fiel.
Quanto ao livro, eu sugiro fortemente que você leia logo que puder. Simplesmente fantástico!
..
Imagem: Da adaptação cinematográfica de 1931, a primeira adaptação oficial do livro de Bram Stoker.
A blogueira que vos fala...
Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.
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