A jornalista chinesa Xinran Xue esteve no Brasil para a FLIP, e concedeu uma entrevista à Veja. Recomento MUITO a leitura.

Li “As boas mulheres da China” no ano passado, de uma tacada só, em uma semana. Leitura forte, daquelas que, se você não tem estômago pra aguentar, melhor evitar.

As boas mulheres da China

O livro conta diversas histórias de mulheres chinesas que sofreram pequenas e grandes tragédias, e confidenciaram seus sofrimentos a uma jornalista em um programa de rádio. Xinran diz, na entrevista à Veja, que “Ouvir aquelas mulheres e acompanhar o desenrolar de suas histórias, muitas vezes trágico, deixou-me emocionalmente exaurida. Fiquei doente, tinha de tomar remédios para dormir. Os telefonemas, os relatos de abusos, os suicídios, as cartas de suicídio que elas deixavam para mim… Eu me sentia tão impotente! Ainda tenho aquelas vozes na minha cabeça.”

Não é para menos. Daquelas histórias, a que mais me chocou foi a da chinesa que descobriu o carinho, o toque, pelas patas de uma mosca, que é prontamente “adotada” pela jovem como animal de estimação. Antes disso, a moça só conhecia a dor de ser estuprada pelo próprio pai.

Enfim, volto a dizer: recomendo a leitura da entrevista com a autora, que fala das dificuldades e da falta de liberdade do povo chinês, e, se você aguentar, leia o livro também.

Xinran Xue

Recomendo também assistir aos dois vídeos abaixo: o painel da FLIP com Xinran, e a entrevista concedida ao Entrelinhas, também na FLIP.

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