29
2008
A menina que roubava livros e Propaganda Nazista
Estou lendo “A menina que roubava livros“, de Markus Zusak. Uma leitura surpreendente, doce e forte, e encantadora, e sublime.
A história é narrada pela Morte (não assustadora e escura, mas colorida e amável), e se passa na Alemanha da Segunda Guerra Mundial. Liesel é uma menina que já encontrou a narradora três vezes, e em todas as três, provou ser especial a ponto de a Morte parar para prestar atenção. Liesel está sendo levada para a adoção, junto com seu irmão mais novo, que não resiste à viagem. Liesel então, rouba o “Manual do Coveiro”, começando aí a sua saga. E então a história passa de Liesel para sua nova família para seu novo melhor amigo para a situação da sociedade alemã durante a Guerra.
E aí, chegamos ao ponto que quero falar aqui: como Hitler começou a maquinar sua loucura devagarinho, com quase ninguém percebendo ou desconfiando de nada. Navegando pela web, encontrei 95 fotos inéditas do ditador nazista, sendo incrivelmente amável com crianças. Analisando de fora, é fácil perceber o quão insano foi esse homem: de uma figura popular ao principal genocida do século XX. Se quiser chocar-se com as fotos, é só clicar aqui.



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Este constraste entre a amabilidade com crianças e um caráter sanguinário não foi exclusividade de Hitler. É só observar nossos políticos em campanha. Beijam e abraças criancinhas para, depois de eleitos, desviar verbas da educação e da saúde.
Muito triste…
Regimes totalitários costumam contar com uma máquina publicitária forte, que os sustenta sobre uma base de mentiras. Comentei, ontem, com minha mãe que a abertura das Olimpíadas foi fantástica! É triste pensar que o governo chinês esteja se utilizando dessa cerimônia para se autopromover.
A propósito, o Pedro Bial disse algo certo ontem, quando comentava um trecho das apresentações em que se aludia a uma antiga forma de imprensa, inventada pelos chineses; algo como: “inventaram a imprensa, mas não podem publicar o que querem”.
Triste realidade…
Beijo!
[...] como no caso de “A menina que roubava livros”, uma história linda, conforme eu disse aqui. Na maioria das vezes, a leitura se revela decepcionante, e confirma o preconceito. Esse foi o caso [...]
Marco e Felipe
Triste verdade…
[...] auto-ajuda e best-sellers (apesar de às vezes ser possível encontrar algumas pérolas ali – A menina que roubava livros é uma [...]