2009 foi o ano em que meu hobby virou profissão. Deixei de ser blogueira de brincadeira, pra me tornar profissional de mídias sociais de verdade. Então, resolvi recorrer aos meus relatos no Twitter dos fatos que marcaram (ou não) nossas vidas em 2009.
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FormSpring.me: o melhor serviço de todos os tempos da última semana.
Google Wave e novo Orkut: a gigante da internet fez mais fumaça do que fogo.
A COP-15 resultou em uma “carta de intenções” de fazer alguma coisa pelo clima do planeta.
A gripe suína é transmitida pelo espirro dos porquinhos.
De patinho feio a cisne: Susan Boyle emocionou o mundo.
Don’t stop believing: losers podem ser um sucesso!
O pior bar do Sistema Solar e o médico que atende mal processam blogueiros.
Cai o diploma: jornalistas se sentem mais perdidos do que cego em tiroteio.
#pumafail: o que não fazer em uma campanha de mídias sociais.
Silvio sem Lombardi é queijo sem goiabada.
10 anos de Matrix comemorados em Lego!
Social Games: metade dos meus amigos no Facebook é mafioso, metade é fazendeiro.
Confecom termina com mais de 600 propostas aprovadas.
Blogueira cubana não recebe autorização para sair da ilha, é agredida e fotografa agentes que vigiam seus passos
Maurício de Sousa diz que interpretação sobre personagem gay depende do leitor.
Portocainarede: sucesso e polêmica em mídias sociais.
Obama admite nunca ter usado Twitter.
Mexeu com o Sarney, mexeu comigo! #forasarney: mas ele ainda está lá.
Air France: maior acidente da história da companhia.
Maísa chama a mãe do Silvio Santos de “vaca” e revela o maior segredo da história da TV brasileira.
O Moonwalker será sempre eterno.
Patrick Swayze virou Ghost de verdade. Também o (kill) Bill, a Leila Lopes, a Mara Manzan.
Folha cria regras para jornalistas usarem as mídias sociais.
China bloqueia Twitter na véspera do 20º aniversário de protestos pró-democracia.
Roberto Carlos 50 anos: show “transmitido” via Twitter.
U2be.com: show ao vivo para mais de 10 milhões de pessoas.
Transformis qualquer frasis paris mussumzêszis.
Participação especial do Agente Smith em Caminhos das Índias.
Alunos da Uniban agridem aluna por dançar “todo enfiado”. Professora é demitida por usar vestido curto. Ou é ao contrário?
O Brasil risonho e límpido de Vanusa.
Flamengo Hexa (ou Penta, dependendo do ponto de vista).
Biafra canta “Voar, Voar” e quase sai voando.
Rio 40 Graus: cidade-sede das Olimpíadas de 2016.
Sasha foi alfabetizada em inglês.
Telmo Júnior é o Chuck Norris da internet.
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Bom, é isso. E pra você? Quais fatos marcaram 2009?
Beijinhos, e até 2010, com um Midiamorfose todo reformulado. Muita paz, saúde e sucesso para todos nós!
O NORAD Tracks Santa é um projeto muito legal, que acontece desde 1955 nos Estados Unidos.
Estava o Coronel Harry Shoup, Comandante de Operações dos CONAD (Continental Air Defense), de plantão na noite de Natal. E então, o susto de sua vida: o telefone vermelho começou a tocar. No auge da Guerra Fria, o número da linha vermelha só era conhecido por duas pessoas nos EUA: o Secretário de Defesa e o Presidente dos EUA. O telefone tocando só poderia significar ataques nucleares, ou qualquer coisa parecida.
Quando o Coronel Shoup atendeu, ouviu uma menininha perguntando: “Você é o Papai Noel?”. O que tinha acontecido é que um anúncio da loja Sears, com o mote “Fale com o Papai Noel” havia saído com o número errado.
Assim, o Coronel resolveu entrar na brincadeira, e pediu para que todos do CONAD atendessem as crianças e “rastreassem” o bom velhinho.
A partir daí, o CONAD, hoje NORAD, recebe ligações de crianças do país inteiro, e voluntários passam a noite de Natal atendendo essas crianças. Atualmente, Papai Noel também é escoltado por caças F-15, F-16 e F-18.
Em 1997, foi criado o site do programa, o www.noradsanta.org, patrocinado por empresas como a Google, AOL, Microsoft, entre outras. E desde 2007, o Google expandiu a brincadeira, usando o Google Earth, o Google Maps, o iGoogle e o YouTube para mostrar aonde está Papai Noel no espaço aéreo americano. E o telefone ainda funciona, com o número 1-877-HI-NORAD.
Página do NORAD Tracks Santa no Facebook
Mais posts sobre o programa:
NORAD – 53 anos rastreando Papai Noel – por Carlos Cardoso
NORAD Tracks Santa e Papai Noel dos Correios – por Titia Batata
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E, para encerrar, deixo aqui meu desejo de Boas Festas a todos! :)
Muitas pessoas vieram debater comigo sobre a presença ou não de homofobia na propaganda da BIC, o que me deixou feliz. Tirando uns Trolls, o debate sempre é positivo.
A blogueira Lia veio comentar o último post, e transcrevo aqui o comentário e a minha resposta, explicando onde vi o preconceito nesse anúncio:
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Lia:
Eu me assustei com o titulo do seu topico e corri pra ler essa propaganda que vc colou aí, pra ver se encontrava o preconceito e a homofobia…
Acompanhei o inicio da campanha num show de stand-up comedy com o Maguila interpretando o homem-ogro, o Cauã Reimond interpretando o homem bem-feito e o Sergio Abreu interpretando o homem sensivel demais e metrossexual. Em momento nenhum houve alguma referencia homossexual ligada ao Sergio, mesmo pq ele não toparia participar já que estava ali como ele mesmo e não como um personagem.
Falo por mim e pelos outros blogueiros que apoiaram a campanha, não fique chocada, pq o q nos foi passado é isso q descrevi acima.
Lendo a propaganda q vc anexou aí, eu acho q ela desconversa um pouco do resto da campanha sim nas duas primeiras “Situações”. Ao mesmo tempo não vejo tanto motivo pra alarde e definitivamente não vejo preconceito.
Isso é completamente diferente daquela propaganda do salgadinho onde os amigos ZOAVAM o amigo “gay”.
Tenho mtos amigos queridos que sao homossexuais, e posso dizer que entre eles tem o gay ogro, o gay feminino e o gay bem-feito! kkkkk
Acho q vc interpretou a propaganda com um olhar mto severo, de quem “procura coisa errada”. Não tem nada demais não, só que como eu disse, fugiu um pouco da estética do resto da campanha por caricaturar demais um dos homens não-bem-balanceados. ;)
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Diana:
Eu vi um vídeo da campanha e realmente não vi preconceito ali. O ator interpreta um cara sensível demais, chegando a ser mala, mas ainda hetero.
Quando você comenta que “Lendo a propaganda q vc anexou aí, eu acho q ela desconversa um pouco do resto da campanha sim nas duas primeiras ‘Situações’.”, é aí que mora o problema, a meu ver.
Nessas duas situações, você está falando de um cara sensível, mas concorda comigo que o cara hetero lá de cima jamais agiria assim?
Quando você compara, dizendo que o número 3 é bem-feito, vc automaticamente está dizendo que o 1 e o 2 não são.
Posso estar exagerando minha visão? Sem dúvida. Mas não estou sozinha nisso, tanto que o link para o site do Conar está sendo o mais clicado do post.
Bom, acredito que vc tenha amigos gays e não seja preconceituosa. Acredito também que a campanha talvez não tenha pretendido ser preconceituosa. Mas no anúncio impresso, ela foi. A meu ver e de mais um monte de gente…
É como eu disse em uma resposta ali em cima: as coisas começam pequenas, e se a gente vai deixando, cada vez mais a nossa visão do que é “normal” vai se acostumando a deixar pra lá coisas piores…
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Além disso, a Carla deixou um comentário ótimo, que também tomo a liberdade de reproduzir aqui:
Carla:
Olá, Diana. Comentando sobre a propaganda e sobre o que os colegas comentaram anteriormente, penso que sim, “aparentemente é inocente”, assim como são “aparentemente inocentes” as propagandas de carro em que a mulher bela é um troféu no banco de carona (teve uma em que um determinado carro ganhava no “quesito: namorada de motorista”, o que eu achei o fim). E, obviamente, nem todos se sentem ofendidos – que bom! Mas, é preciso tomar cuidado com os estereótipos que são passados. Pode ser que a intenção nem tenha sido má, mas não foi criativa, diferente, foi a reprodução de uma ideia de um “homem ideal”. Assim, essa propaganda tira o lugar da diversidade: propõe um modelo masculino, que seria o ideal de “homem heterossexual”. Não importa se a figura que aparece nas segundas respostas é gay ou não: na medida em que se propõe uma caricatura que acaba tendo características tidas como “femininas” – e o coloca como menos bem-feito que o outro, há um discriminação. E, afinal, o produto é apenas para homens heterossexuais?
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Por fim, quero colocar aqui um “resultado” de uma enquete que fiz no Twitter, perguntando se é normal (no sentido de “é tranquilo para você?”) ver um casal gay andando de mãos dadas e trocando carícias em público.
Achei interessante porque recebi respostas via Mensagem Direta, e vou ser sensível o suficiente para manter o anonimato de todos.
Seguem as respostas recebidas:
- Normalíssimo RT @dianapadua: Então vamos lá. ENQUETE relâmpago? Quem aqui acha normal um casal gay de mãos dadas e se beijando em público?
- Super Normal… Acho interessante q casais ht podem se “comer” em publico q ngm diz nada… agora, se for um casal gay pelo menos de mãos dadas, td mundo cai em cima… Olha a hipocrisia aí…
- Anormal é votar nos Sarneys da vida! RT @dianapadua: Então vamos lá. ENQUETE relâmpago? Quem aqui acha normal u …
- Normal. assim como eu acho casais Heteros.
- eu! KK
- eu acho normal. Feio é quando praticamente se comem em público seja hetero ou homo.
- Acho maravilhoso quando vejo um casal assim, que se afirma.
- eu nao axo normal! mas nao critico .. bj
- Respondendo à sua enquete, eu não condeno, mas não acho normal. Não é uma coisa que se vê todos os dias.
- tbm acho maravilhoso um casal q se afirma. Principalmente pra quem se afirma. Deve ser terrível viver se escondendo…
- hiper-normal
- Polêmicas à parte. Normal não é. Mas temos que respeitar a liberdade e mais do que isso, respeitar a lei. Certo?
- confesso que a situação me encomodaria. Faria uma cara como se lambendo limão.
Durante os debates (no blog, no Twitter, na comunidade Homofobia já era!), muita gente disse que não viu homofobia no anúncio, muita gente diz que viu. Como eu disse ali em cima, a partir do momento em que há gente se sentindo ofendida, Houston, we have a problem!
E, ao contrário do que disseram no Twitter, não há uma Lei contra a discriminação contra homossexuais, e a votação pública para o Projeto de Lei no site do Senado estava difícil: a última vez que vi, estava em 49% (a favor) a 51% (contra) a criação da Lei de criminalização da homofobia. Já tiraram a enquete do ar, mas também na comunidade Homofobia já era! há um tópico que acompanhou a (cof cof…) evolução da enquete.
Portanto, repito o que eu acho: o preconceito está tão arraigado que as pessoas já nem percebem que ele existe. Cada vez mais, vamos deixando passar coisas piores, porque vamos nos acostumando com aquela realidade. É a banalização do preconceito? Na minha opinião, sim…
A blogueira que vos fala...
Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.
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Também estou em…
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