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Na quarta-feira, a Dorinha (da Vivo do ES) me ligou me convidando para um happy hour de lançamento do novo iPhone 3GS. Seria um momento de descontração, onde 10 blogueiros iriam “degustar” o aparelho, e serem os primeiros a divulgar os planos e as maravilhas do novo celular da Apple. Claro que aceitei na hora, né?

Enfim, ontem à noite, estávamos eu, o Marcos Eduardo, o André Damasceno, o pessoal do iMasters (Rafael e Tiago), a DaniMart, a Ju Dadalto, Gilber Machado e representantes de A Gazeta, no Café Bamboo, ouvindo o Gerente Regional da Vivo falar daquela maravilha ali à nossa frente! E mais: a ação estava acontecendo simultaneamente no Rio e em São Paulo – até cheguei a cumprimentar via Twitter a GarotaSemFio. ;)

Galera no Café Bamboo - iPhone 3GS

Dudu, eu, o iPhone 3GS e André

Eu e André, feito pintos no lixo!!

O aparelho está duas vezes mais rápido que seu antecessor, no que concerne a velocidade de resposta ao toque; os ‘apps’ agora são acionados num piscar de olhos, tornando a navegação ainda mais precisa. Novas funções de video para a novíssima câmera de 3.0 Mp, além de um divertido controle por voz para novas chamadas e reprodução de mídia.

(via Style-a-holic)

O aparelho ainda possui bússola e o aplicativo Maps (funciona muito bem), e SOMENTE PELA VIVO pode ser usado como modem 3G remoto. Bom, hein?

iPhone 3GS

Os planos, pra minha realidade, ainda são salgadinhos, mas ainda assim estão mais em conta do que eu pensava que estariam.

Mais infos no site da Vivo, e nas lojas.

E cara, vou te dizer uma coisa, eu demorei a dormir ontem, viu? Empolgação total!!! EU QUERO UM IPHONE 3GS PRA MIM!! Alguém aí quer comprar um Nokia E63? :P


Assista ao Vídeo com as novas funcionalidades do iPhone!

Duas semanas sem aparecer por aqui. Minha ansiedade acaba me fazendo agir de duas formas que eu odeio: procrastinação e falta de concentração… E olha que eu tento, e acabo lançando mão de todos os vícios (cafeína, principalmente) para conseguir aliviar essa coisa.

Mas enfim, o blog volta agora à sua programação normal. Quanto à série Marcas de A a Z, na quarta que vem coloco o segundo post da Coca-Cola, e na outra semana, continuo normalmente com a série.

Por enquanto, vamos só atualizar o que a blogueira aqui anda fazendo:

1) Fórum de Mídia Livre

No dia 15/08, fui ao Seminário Itinerante “Nós Somos a Mídia”, do Fórum de Mídia Livre. Foi muito bom, conheci gente legal pacas, que “manda” na comunicação radiofônica no ES (né, Oleari? :P). Participei da oficina de Podcast e Transmissão ao Vivo, dos amiguinhos Daigo Matsuoka e Yuri Santos. Conheci um pessoal com quem eu só falava online também: a Darshany, o Ueliton, o Daniel, a “lenda” da comunicação online capixaba, Prof. Fábio Malini… E revi um povo muito legal: o Orlando Lopes, o Júlio Valentim… Enfim, foi um dia muito bom, com discussões de alto nível (e às vezes, abstrata demais… Júlio viaaaaaja… hehehe). Enfim, valeu muito pena! Agora, vamos esperar o fórum mesmo, em setembro!! Já tô lá!!

2) BlogCampES

No último fim de semana, de 20 a 23 de agosto, aconteceu o II BlogCampES. O que dizer? Maravilhoso! Discussões de altíssimo nível, gente muito bacana. Começou com uma desconferência sobre os 10 anos do Blogger, com Gilber Machado na moderação, e Carla Coutinho (da Pólvora! Comunicação – é, ela trabalha com São Interney, Santo Inagaki e Super Mário Soma!! :P) e o Prof. Henrique Antoun. No outro dia, a desconferência foi sobre ciberativismo, com o Prof. Antoun e o João Carlos Caribé, criador e agitador do movimento contra o PL de Cibercrimes, do Senador Eduardo Azeredo (PSDB). Foi excelente, mas infelizmente não pude ficar até o fim: tinha uma reunião, e nem pude almoçar. Aí, tome pão-de-queijo e coca-cola pra aguentar! hehehe…

No sábado, teve a desconferência sobre Blogosfera Feminina e LGBT, e à tarde, sobre o uso do Twitter. Depois, tivemos uma exclusiva apresentação da nova interface do Videolog, e olha, tá muito legal, viu? Fora os rocks na “lama”, rua em frente à UFES, cheia de barzinhos ótimos! Conheci também a Lu Freitas (do Luluzinha Camp) e a Raquel Camargo (do Twitter Brasil, lembra que eu indiquei aqui há um tempo?), o Nababu, a Emily, a BabiMing, a Gabi, o Marcos Eduardo, a Ju Dadalto, revi a DaniMart e o Thalles (que lançou até um viral, o #freethalles :P) e mais um monte de gente bonita e inteligente! Enfim, quero outro BlogCampES, cara. E logo!! :D

3) Lançamento da Expo Darwin ES

Trabalho em uma empresa de eventos (tanto culturais, quanto de conteúdo), de projetos audiovisuais e editora (chefinho não vai gostar de me ver simplificando assim, quer ver? rs…), a LCA promo. E a LCA tem o prazer de representar o Instituto Sangari no ES, que acaba de trazer pra cá a exposição Darwin – Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo. A exposição foi inaugurada em Nova York, em 2005, já percorreu o mundo, e a última será realizada em Londres, este ano, nos 200 anos do naturalista.

Equipe LCA no Lançamento da Expo Darwin no ES

4) Lançamento do iPhone 3GS

Fui convidada, junto com mais alguns blogueiros, para o lançamento do iPhone 3GS, pela Vivo, que fez a ação em 3 capitais brasileiras: São Paulo, Rio e Vitória. Enfim, assunto para o próximo post… :P

Já volto… ;)

Bom, por 80% dos votos, a Coca-Cola foi a marca escolhida para o post de hoje. De certa forma, não fiquei surpresa. Aliás, como ficar quando se tem a Coca-Cola entre as concorrentes? :)

Agradeço a todos os votos e comentários, e aproveito para pedir que votem também na nova enquete. Qual a marca de letra “D” que estará aqui na semana que vem – Danone? Devassa? Disney? Dove? Difícil, não? Também estou na dúvida de qual eu gostaria mais de escrever, mas como meu voto não conta… A votação vai até domingo, então, corre lá! :)

Bom, como a Coca-Cola, de certa forma, é figurinha fácil, vou pegar leve na parte da história da marca, e vou tentar fazer um post bem diferente, e com muitas curiosidades, ok? Aliás, como os posts da série estão ficando gigantes, e eu não quero cansar você, vou dividir o post em duas partes: hoje, será mais o histórico e as curiosidades, e na sexta-feira vem a segunda parte, repleta de informações sobre as propagandas e o marketing desta que já foi (por muito tempo) a marca mais valiosa do mundo.

Então, vamos ao post!!

Marcas de A a Z

Histórico (breve!)

A Coca-Cola antes era remédio. Sério! Foi criada em 1886, por John Pemberton, um farmacêutico de Atlanta (EUA), como uma espécie de tônico pra dor de cabeça. O logo foi desenhado à mão por um amigo de Pemberton, Frank Robinson. Cinco anos depois, Asa Griggs Candler comprou os direitos de comercialização da Coca-Cola e, gênio do marketing que era, usou táticas agressivas de propaganda. Candler distribuiu cupons para incentivar a experimentação do produto, distribuiu relógios, balanças e calendários para farmacêuticos, tudo com a marca Coca-Cola. Em pouco tempo, a marca já estava em todos os lugares.

Em 1899, a Coca-Cola passa a ser vendida em garrafas. Candler achava que o refrigerante não faria sucesso em garrafas, e por isso só o vendia em copos abertos, de 237ml. No entanto, acabou vendendo os direitos de engarrafamento por 1 dólar.

Garrafas da Coca-Cola - Linha do Tempo

Em 1918, a Coca-Cola foi vendida a Ernest Woodruf. Cinco anos depois, seu filho Robert assumiu a presidência da empresa, trabalhando para popularizar a marca no mundo inteiro.

A concorrência e as cópias

Em 1895, a Coca-Cola já era vendida em todo o território americano. Surgiram então várias bebidas similares, pegando carona no sucesso da marca. A empresa elaborou então propagandas sugerindo que os consumidores exigissem a autêntica Coca-Cola, e não aceitassem nenhuma imitação. Nessa época também, a empresa decidiu criar um novo formato de garrafa. Até então, a garrafa do refrigerante era reta e lisa, com um rótulo de papel. Então, em 1916 surge a famosa garrafa “Contour“, criada pela empresa Root Glass Company. A Contour foi escolhida por seu design original e por sua silhueta imediatamente reconhecível.

Marketing e popularização

Robert Woodruf usava táticas de marketing incisivo, e espalhava o logo da Coca-Cola em todos os lugares possíveis.

A Coca-Cola viajou com a equipe americana para as Olimpíadas de Amsterdã (em 1928); seu logo foi estampado nos trenós de corridas de cachorro no Canadá e nas paredes das arenas de touros, na Espanha; alavancou o desenvolvimento e a distribuição dos produtos através da embalagem com 6 unidades (six-pack); das geladeiras horizontais e outras inovações que tornam a marca ainda mais fácil de ser apreciada e reconhecida. Quando ficou claro a preferência das donas de casa pelas embalagens de 6 unidades, a empresa enviou mulheres de porta a porta para instalar gratuitamente um abridor de parede com a marca COCA-COLA.

Fonte: Mundo das Marcas

Aliás, a Coca-Cola se espalhou pelo mundo graças a Woodruf, que durante a Segunda Guerra Mundial prometeu que todo soldado americano poderia comprar uma Coca-Cola onde estivesse, pelo mesmo preço pago nos EUA (cinco centavos).

Assim, a Coca-Cola chega ao Brasil em 1942, com o slogan “Coca-Cola borbulhante, refrescante, 10 tostões”, com a instalação de uma base do exército americano em Recife.

Curiosidades, Boatos e Mitos

  • Em 1985, a Coca-Cola teve sua primeira alteração na fórmula em 99 anos. Nas pesquisas, os consumidores demonstraram gostar bastante do novo sabor. Porém, o mercado não reagiu bem a essa mudança: as telefonistas do SAC da empresa recebiam 8.000 ligações por dia, além de 40.000 cartas dirigidas mensalmente à matriz. Os consumidores se sentiram traídos com a mudança, e um grupo chamado “Old Cola Drinkers” organizou protestos e ameaçou abrir um processo caso a Coca-Cola não voltasse com a fórmula antiga. Três meses depois, a empresa voltou com a fórmula original, rebatizada de “Coca-Cola Classic”.
  • A fórmula da Coca-Cola é secreta? Sim, é um segredo comercial. A cópia original da fórmula está guardada no cofre do SunTrust Bank em Atlanta. Existe também uma regra que restringe o acesso a dois executivos, e outros conhecendo o processo de formulação.
  • Já falei sobre a lata AZUL da Coca-Cola aqui e aqui. Trata-se de uma edição especial e exclusiva para o Festival de Parintins, no Amazonas. Durante o festival, os amazonenses se dividem em Caprichoso (boi representado pela cor azul) e Garantido (representado pelo vermelho). E a competição é tão forte que as pessoas pintam suas casas, a caneta usada pelos jurados é verde, e a cor rival não entra de jeito nenhum na torcida do outro boi. Assim, para não perder para sua principal concorrente, a Coca-Cola abriu mão, de forma histórica, da sua lata vermelha. O curioso aqui é que, apesar de usar a cor azul no logo no estádio do Boca Júniors, por exemplo, Parintins é realmente a única exceção com relação à cor da embalagem da Coca-Cola Classic.
  • A Coca-Cola tinha coca na fórmula? Provavelmente, mas a Coca-Cola nuna confirmou nada. As folhas de coca têm grande eficácia no tratamento de enjôos e dor de cabeça. Na época do surgimento da bebida (1886), as folhas de coca eram freqüentemente usadas em remédios. Porém, essa possível inclusão só existiria nas primeiras versões da Coca-Cola, quando ela ainda tinha fins medicinais. Atualmente, não há nada no refrigerante relacionado à folha de coca.
  • A Coca-Cola inventou o Papai-Noel? Dúvidas, dúvidas e dúvidas. Nada é falado sobre o assunto no site oficial da empresa, e existem até correntes “a favor” e “contra” a ideia de que o Papai Noel que conhecemos hoje é fruto da Coca-Cola. Veja a página dos “descrentes”. Porém, é fato que a Coca-Cola usou e popularizou a imagem do Papai Noel vestido de vermelho e branco, já existente ou não. Clique aqui para ver as história das propagandas com o bom velhinho e a marca.
  • Toda a Coca-Cola desse mundo: Se fosse possível fabricar uma garrafa suficientemente grande para conter toda a Coca-Cola fabricada até hoje, a garrafa mediria 3.200 metros de altura e 800 metros de largura. E se toda a quantidade do refrigerante fosse engarrafada na Contour e distribuída entre toda a população mundial, cada pessoa receberia 767 garrafas.
  • Que tal visitar o Museu da Coca-Cola? Verdade, o The World of Coca-Cola está localizado em Atlanta. É possível visitar uma exposição de vários artistas (entre eles Andy Warhol) que usaram a marca em suas obras, e assistir a um filme 4-D (não me pergunte que diabo é isso. Minha cabeça não entende física), além de visitar uma mini-fábrica, e muitas outras coisas, que tornam o museu um parque temático. Vale a visita, viu? Por enquanto, fico só com o site… :(
  • A “Guerra das Colas”: A Pepsi-Cola, durante a década de 1980, realizou uma série de anúncios televisivos mostrando testes cegos (aqueles em que você não sabe qual produto está provando, e deve decidir qual é o melhor apenas pelo gosto) que revelaram a preferência do público pela Pepsi. Em contrapartida, a Coca-Cola também exibiu anúncios combatendo a Pepsi. Em um deles, a Coca-Cola comparou o então chamado “Desafio Pepsi” a dois chimpanzés decidindo qual bola de tênis tinha mais tecido. Como resultado, a Coca-Cola manteve sua liderança no mercado global, embora a Pepsi tenha conseguido a liderança em alguns mercados regionais.

Bom, por enquanto é só. Na sexta-feira, você já sabe, a segunda parte do post sobre a Coca-Cola, neste mesmo canal e no mesmo horário. ;)

Referências:

- Coca-Cola Brasil

- História das Marcas: como surgiu a Coca-Cola

- Mundo das Marcas

- Coca-Cola Advertising History

- Coca-Cola Portugal

- Wikipedia

- Erros de Marketing e Sucessos – A Guerra das Colas (livro)

Gente, que honra!! O post anterior, sobre a palestra do Leoni, foi republicado por ele mesmo, no site oficial e no blog MúsicaLíquida! Fiquei muito feliz com o reconhecimento, pulando e batendo palminha! A sensação de ter pessoas que gostam do nosso “trabalho” é boa demais! Ainda mais quando essa pessoa é alguém que você admira! :D

Valeu mesmo, Leoni!! :D

Bom, viciei nessa coisa de eventos. Por isso, já anuncio alguns dos próximos. E se você vai, escreve aí nos comentários.

O 2o. BlogCampES vai acontecer de 20 a 23 de agosto, na UFES, e pretende reunir 150 blogueiros. Serão 4 dias de “desconferências” e muito networking. :)

O Fórum de Mídia Livre vai acontecer no sábado, dia 15 de agosto, também na UFES, e vai ter uma série de oficinas legais.

E por fim, em nível nacional, o InterCon 2009 irá acontecer em São Paulo, e está com uma programação absolutamente FANTÁSTICA!! Sério, estou impressionada, e com uma expectativa bastante alta para esse evento. Ansiosíssima!

;)

Ontem (08/08/09), fui assistir ao workshop do cantor e compositor Leoni, sobre a Música no Mundo Digital.

Promovido pela UVV (Universidade de Vila Velha), o projeto é desenvolvido em parceria da universidade com Edu Henning, da Banda Clube Big Beatles, e faz parte do projeto Sócio de Carteirinha, em que um artista nacional de destaque canta sucessos dos Beatles com a Banda Big Beatles no Spírito Jazz (casa excelente em Vitória, e com a qual estou trabalhando também para um outro projeto. Mais informações em breve! ;) ). O projeto já trouxe também o cantor e compositor George Israel, do Kid Abelha, o cantor Léo Jaime, Zé Renato, do Boca Livre, e o saxofonista Léo Gandelman.

Bom, foi uma palestra excelente: bom conteúdo, boas (novas) informações, boa música. :)

Leoni começou contando um pouco sobre sua carreira, no Kid Abelha, nos Heróis da Resistência, e na carreira solo, além de suas parcerias com artistas como Cazuza, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Ney Matogrosso, enfim…

Leoni - Música no Mundo Digital

Depois, compartilhou sua visão de que “Fã não é pirata”, a favor dos downloads gratuitos, e falou de vários projetos em que participa, como o MPB (Música Pra Baixar), movimento contrário à Lei Azeredo, que tipifica crimes na internet, além do PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que pretende acabar com o imposto sobre a música. Para quem não sabe, livros e revistas estão livres de impostos, e isso não acontece na música. Por isso aquelas revistas bastante comuns de 5 páginas com um CD “gratuito”, por um preço um tantinho alto: o preço é para pagar os custos de produção, mas para se fugir do imposto, fazem uma publicação mínima, que custa uns 15 reais.

Enfim, voltando. Um dos pontos bastante falados na palestra foi as alternativas existentes (para o artista e o compositor) para ganhar dinheiro, sem depender das vendas de CDs e DVDs. Duas que me chamaram a atenção foram o ArtistShare, um projeto muito legal (quase exclusivamente para artistas de jazz) que cria “pacotes” de produtos dos artistas para vendas. Exemplo: se você comprar o pacote 1, você tem direito a baixar vídeos de making-of. Mas existem pacotes bem mais caros e exclusivos para apenas uma pessoa, que irá inclusive jantar com o artista, ser convidado para todos os shows do artista, participar das gravações, enfim…

O outro serviço que me chamou a atenção é o Spotify, um serviço legal de streaming, que te permite ouvir qualquer música, inclusive offline, pagando 10 dólares por mês. A discussão agora é se o aplicativo desenvolvido por eles para iPhone/iPod Touch será aceito pela Apple, já que é um forte concorrente para o iTunes.

Bom, melhor do que eu tergiversando aqui é ouvir a palestra todinha. É só clicar no play e pronto! :)


Leoni - Música no Mundo Digital

Leoni - A Música no Mundo Digital

Blog Música Líquida, do Leoni

Twitter do Leoni

Créditos: ComunicaComFoto – Veja mais fotos da palestra aqui

A jornalista chinesa Xinran Xue esteve no Brasil para a FLIP, e concedeu uma entrevista à Veja. Recomento MUITO a leitura.

Li “As boas mulheres da China” no ano passado, de uma tacada só, em uma semana. Leitura forte, daquelas que, se você não tem estômago pra aguentar, melhor evitar.

As boas mulheres da China

O livro conta diversas histórias de mulheres chinesas que sofreram pequenas e grandes tragédias, e confidenciaram seus sofrimentos a uma jornalista em um programa de rádio. Xinran diz, na entrevista à Veja, que “Ouvir aquelas mulheres e acompanhar o desenrolar de suas histórias, muitas vezes trágico, deixou-me emocionalmente exaurida. Fiquei doente, tinha de tomar remédios para dormir. Os telefonemas, os relatos de abusos, os suicídios, as cartas de suicídio que elas deixavam para mim… Eu me sentia tão impotente! Ainda tenho aquelas vozes na minha cabeça.”

Não é para menos. Daquelas histórias, a que mais me chocou foi a da chinesa que descobriu o carinho, o toque, pelas patas de uma mosca, que é prontamente “adotada” pela jovem como animal de estimação. Antes disso, a moça só conhecia a dor de ser estuprada pelo próprio pai.

Enfim, volto a dizer: recomendo a leitura da entrevista com a autora, que fala das dificuldades e da falta de liberdade do povo chinês, e, se você aguentar, leia o livro também.

Xinran Xue

Recomendo também assistir aos dois vídeos abaixo: o painel da FLIP com Xinran, e a entrevista concedida ao Entrelinhas, também na FLIP.

Semaninha complicada, viu? Nem tanto por falta de tempo, mas por falta de organização e concentração mesmo. Nem consegui me dedicar ao blog, responder aos comentários e voltar a atualizar o Fazendo o Social. Porém, para não perder o costume, coloquei mais um blog na minha rotina louquinha: agora, faço parte da equipe do blog Gigabyte, cuja proposta é reunir tudo o que rola de interessante na web. Enfim, só falta agora me organizar… :)

Comecemos então pelo segundo post da série “Marcas de A a Z”. A escolha da letra “B” da série é a Benetton, empresa de roupas italianas, que apesar de estar um tanto sumida do mercado brasileiro, chamou muito a atenção por suas campanhas publicitárias com fundo polêmico e social.

Uma outra coisinha: até domingo, vote na enquete ali do lado: qual a marca que você quer como tema do próximo post – Coca-Cola, Canon ou Carrefour? A mais votada estará aqui na próxima quarta-feira. Vamos lá! ;)

Marcas de A a Z

O Conceito Benetton

A revolução chamada Benetton começou em 1965, quando, aos 20 anos, Luciano Benetton resolveu vender os suéteres coloridos que sua irmã Giuliana fazia no tempo livre. Em uma época em que predominavam roupas tons sóbrios (cinza, bege e preto), aquelas roupas eram uma grande novidade.

A empresa já surgiu inovadora: vendendo apenas para lojas especializadas em roupas de malha, Luciano aproveitou a experiência e o empenho dos vendedores e concedeu descontos para pagamento à vista. Com máquinas de segunda mão, adaptadas por Luciano, foi criada uma empresa familiar (gerida por quatro irmãos – Luciano, Giuliana, Gilberto e Carlo) – a Benetton.

Desde o início, Giuliana estava encarregada da criação dos modelos, liderando uma equipe que tinha por função a constante atualização da produção, quer em termos de design, como na qualidade dos materiais e, acima de tudo, nas cores, a principal aposta da empresa.

Um ponto interessante é que as peças são tingidas depois da confecção, para que tenha uma correspondência entre as cores, a moda e o gosto dos clientes. Assim, os varejistas podem encomendar as peças mais tarde, evitando estoques guardados por muito tempo.

O Crescimento

Três anos depois da primeira fábrica, a Benetton inaugurou a primeira loja própria, que teve um sucesso imediato devido às características das roupas e ao ambiente acolhedor do estabelecimento. Nos primeiros 10 anos, a empresa apostou no mercado doméstico, abrindo mais de 200 lojas nesse período.

Um fato interessante é que o nome Benetton não aparecia em todas as lojas. Elas tinham nomes de My Market, Tomato, Merceria e 012, cada uma para um público diferente. Caso alguma dessas marcas tivesse fracasso, a marca Benetton não teria conseqüências negativas.

Quando as vendas no mercado italiano se estabilizaram, a Benetton começou
a expandir-se internacionalmente, começando por países como a França, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Japão.

A Diversificação

Em 1981, a Benetton começou a investir numa empresa de design, e no ano seguinte, investiu em uma fábrica de calçados. Em 1985, decidiu vender a sua parte da empresa de design, que não estava gerando o retorno esperado, e comprar parte de uma empresa de informática.

Além disso, a Timex obteve o licenciamento da marca Benetton, para produzir e distribuir relógios, a Polaroid foi autorizada a produzir óculos com a marca e a Renault fabricou o carro Twingo Benetton.

A empresa também licencia/licenciou sua marca para perfumes, cosméticos, roupas para casa, artigos para bebê, lingerie, Formula 1, factoring, leasing e um banco privado.

Finalmente, a Benetton tem uma revista, a Colors, que retrata o resto do mundo, sendo distribuída na Europa, América e Ásia. Tem ainda uma escola de artes chamada Fabrica, que tem como objetivo expressar novas formas de arte e tecnologia, tais como filmes, vídeos, gráficos, arte, fotografia, escrita, artes visuais, som e design.

A Publicidade e as Polêmicas

A Benetton adotou uma estratégia publicitária que visava, acima de vender seus produtos, provocar a controvérsia, criando e mantendo uma imagem de contestação. A imagem da Benetton é normalmente apresentada ao consumidor em revistas ou cartazes, com foco especial no público jovem. Mas as ações não se restringem ao lançamento de mensagens: a Benetton participa ativamente em campanhas e organizações para resolução de alguns dos grandes problemas da humanidade (o racismo, a fome, etc.).

Quanto às campanhas, Oliviero Toscani, fotógrafo oficial da Benetton durante 18 anos, criava imagens chocantes, irreverentes, ou até mesmo reveladoras do mundo atual. Em sua estratégia, Toscani conseguiu muito de mídia espontânea, veiculando em suas fotos temas polêmicos da atualidade, como: AIDS, Guerra da Bósnia, racismo e preconceito, religião, etc. Isso gerou uma
enorme publicidade boca-a-boca e obriga os comentadores a opinarem e se exporem.

Em suas entrevistas, Toscani insiste em lembrar a todos dos artistas italianos, que, como ele, eram patrocinados por “mecenato”, freqüente em Firenzi, Toscana, em famílias como os Médici, cujo resultado são artistas como Leonardo da Vinci ou Michelangelo.

O lado crítico afirma que Toscani é acusado de manipular a desgraça, a fome, as guerras, o racismo, as doenças como a AIDS, a pena de morte e até mesmo a morte de Cristo para seus anúncios. Muitos desses anúncios chegaram a ser proibidos e outros foram para a Justiça. Toscani deixou de trabalhar para a marca em 2001.

United Colors of Benetton

Logo que foi formada a parceria entre Oliviero Toscani e Luciano Benetton, o
fotógrafo já trouxe uma ideia pronta, tão simples quanto nova: crianças e adolescentes de países e grupos étnicos diferentes estariam juntos, rindo e sorrindo, unidos por todas as cores da Benetton.

United Colors of Benetton

A Benetton resolve aumentar seu orçamento de comunicação de 4 para 12 milhões de dólares, e lançou a campanha “United Colors of Benetton” em 1984. “United Colors” ganhou o prêmio da revista holandesa Avenue, mas foi banida na África do Sul. Algumas cartas dos Estados Unidos e da Inglaterra refletiram o racismo ao qual as imagens eram uma resposta. “Que vergonha! Vocês misturaram raças que Deus quer manter separadas!” foi uma das mensagens que a empresa recebeu.

O sucesso da campanha incentivou Toscani a continuar capitalizando o tema
da harmonia racial, porém, acrescentando “acessórios” como bandeiras de países tradicionalmente hostis entre si, como Alemanha e Israel, Grécia e Turquia, Inglaterra e Argentina e Estados Unidos e União Soviética.

Em uma outra campanha, uma imagem de um adolescente vestido como um judeu, segurando um cofrinho de brinquedo abarrotado de notas de dólares, ao lado de um adolescente negro vestido como índio norte-americano. A comunidade judaica dos Estados Unidos, França e Itália acusou a Benetton de promover estereótipos negativos do judeu ganancioso. Após ameaças de boicote às lojas da marca, Luciano disse: “Eu estava um pouco desanimado, mas tinha aprendido uma lição fundamental. Tínhamos resolvido promover uma imagem que tocava sentimentos muito profundos, identidades pelas quais milhões de pessoas tinham lutado e morrido. Prometi a mim mesmo controlar ainda mais de perto nossa imagem no futuro”.

Porém, as campanhas que vieram depois, ao contrário do que Luciano tinha dado a entender, traziam imagens cada vez mais fortes. Como percebeu o publicitário Eduardo Zugaib, o choque ficou previsível e foi preciso apelar cada vez mais às náuseas do consumidor. Em 1991, dois jovens modelos vestidos como padre e freira, beijando-se de uma forma que, paradoxalmente, transmitia uma profunda inocência. Suas roupas, uma preta, a outra branca, reafirmava o tema do amor inter-racial. A imagem, que foi imediatamente banida da Itália e irritou o Papa, teve um sucesso enorme em outros países. Já nos Estados Unidos, a Liga Anti-Difamatória condenou a
fotografia por “banalizar, zombar, profanar e ofender valores religiosos”, e muitas revistas a recusaram.

United Colors of Benetton

Uma outra imagem era de uma angelical menininha branca e uma menininha negra, cujo cabelo fora penteado como os chifres do diabo, o que acabou despertando controvérsias nos EUA e na Inglaterra, onde foi interpretada como provocação em termos raciais.

United Colors of Benetton

Mas uma imagem chegou a afetar as vendas da empresa de forma significativa: uma foto de David Kirby, um americano portador de AIDS, com sua família, nos momentos seguintes à sua morte. A imagem em preto e branco foi editada, de forma a aumentar a intensidade e a dar a David uma aura parecida com a de Cristo.

United Colors of Benetton

Em 1993, 3 fotografias em mostrando um braço, uma nádega e a parte superior da virilha, cada uma carimbada com as palavras “HIV Positivo”. O objetivo era enfatizar as principais vias de infecção, além de condenar a estereotipização dos portadores de AIDS. O efeito foi contrário, gerando a desaprovação de grupos de AIDS em vários países, que acharam que as imagens sugeriam que as pessoas com HIV deviam ser marcadas por isso. Na França, um grupo de apoio a aidéticos processou a Benetton por “desviar uma causa humanitária para fins comerciais”. Em fevereiro de 1995, um tribunal de Paris condenou a empresa a pagar 32 mil dólares de indenização. Cinco meses depois, um tribunal alemão chegaria à mesma conclusão.

Arcat Sida, outro grupo frnacês de apoio a aidéticos, patrocinou um pôster mostrando um preservativo cheio de dinheiro perto do logotipo com as palavras “United Boycott”. As lojas Benetton sofreram ataques de vandalismo e foram pichadas. Na França, Strategies, o semanário da propaganda, declarou que não escreveria sobre a Benetton enquanto sua publicidade continuasse nessa linha: “além da repugnância que causa, esses anúncios levantam a questão da responsabilidade dos anunciantes. Será que se pode fazer qualquer coisa, usar qualquer coisa para chamar a atenção?”

Ponto pra discussão:

Após anos de campanhas polêmicas, a marca Benetton foi enfraquecida. Menos lojas, menos campanhas, a marca sumida do mundo publicitário. A relação Toscani/Luciano favoreceu mais o fotógrafo, com seu trabalho artístico e político, do que a própria Benetton em sua construção de marca. Querendo ou não, é complicado ferir os valores e (pré)conceitos de seus clientes. É possível dizer que grande parte das pessoas despertaram para esses problemas após as campanhas e que realmente a marca contribuiu para um mundo mais justo. Porém, não se pode ignorar que as vendas da Benetton caíram.

Por isso, sugiro para o debate aqui a seguinte questão: será que impactar e bater de frente com os valores dos clientes (mesmo que politicamente e socialmente errados) é realmente a melhor estratégia para uma empresa, que (não sejamos ingênuos) depende do lucro para sua sobrevivência? O que vocês acham?

..

Mais sobre a Benetton:

”E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”

”Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?”

A última entrada em seu diário: ”Espero a partida com alegria… e espero nunca mais voltar… Frida”

Frida Kahlo, 1907-1954


Coloquei uma meta para mim: assistir a um filme (bom) por semana. Filminhos com Adam Sandler não contam… Têm que ser aqueles filmes com roteiro, atores, fotografia, edição, figurino, tudo bom ao mesmo tempo. E hoje, assisti Frida, filme americano, dirigido por Julie Taymor (Accross the Universe, O Rei Leão da Broadway), e baseado no livro de Hayden Herrera.

Salma Hayek e Alfred Molina estão ótimos como Frida e Daniel Rivera, casal de artistas mexicanos, polêmicos e revolucionários. O filme, duro e suave, triste e alegre, conta a história de Frida Kahlo, pintora surrealista, de sua adolescência até sua morte.

Frida vivia intensamente cada instante de sua vida, até mesmo os de puro sofrimento. E sofrimento foi o que não faltou: aos 6 anos de idade, contraiu poliomielite (paralisia infantil), o que a deixou manca para o resto da vida. Na adolescência, sofreu um grave acidente de ônibus, com várias fraturas que a deixaram de cama por muito tempo, sentindo dores durante toda a vida e impossibilitada de ter filhos.


A coluna quebrada

Quando conhece e se apaixona por Diego Rivera, seu mentor, amigo e marido, Frida sofre ainda mais. Vejo nisso um amor incondicional, de ambas as partes, mesmo com todo o sofrimento que causaram um ao outro. Relações extraconjugais e temperamentos fortes. O fim desse relacionamento aconteceu quando Frida flagrou sua irmã e seu marido na cama. Anos depois, Frida e Diego se casaram novamente.

Frida Kahlo e Diego Rivera

O mais interessante é que o filme consegue contar a vida da pintora do seu ponto de vista: Frida passava para a tela momentos particulares, especialmente os de sofrimento, como o aborto espontâneo que sofreu ou como as dores que sentia na coluna. Frida tinha um olhar totalmente diferente da realidade, transpunha isso para suas pinturas, e o filme transmite isso muito bem.

Frida Kahlo - Henry Ford Hospital
Hospital Henry Ford

Outros pontos de sua vida, como seu caso amoroso com o intelectual russo Leon Trotsky, sua prisão, suas viagens aos Estados Unidos acompanhando Diego, suas discussões fervorosas sobre o socialismo, sua revolução artística, política e sexual, sua morte, são magistralmente registrados no filme.

Enfim, a história triste e guerreira de uma mulher, mas contada da forma como ela mesma via a vida: intensa, colorida, alegre, forte. Até o momento de sua morte, por embolia pulmonar (ou por overdose de analgésicos, acidental ou não).

Uma história que vale a pena ver, rever, ler, analisar, sentir.

Frida Kahlo

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Mais sobre Frida Kahlo:

A entrevista foi super legal, o povo do Santo de Casa Brasil é doidinho, doidinho, e foi ótimo participar do quadro Mundo Móvel. O áudio da entrevista vai ser disponibilizado no MySpace deles, e eu vou colocar aqui também, ok?

Enquanto isso, as fotos:


Tarso, Bacana, eu, Julio e Victor (blogueiro do Denker.com.br)

É isso, então. Daqui a pouco (eu ia dizer amanhã, mas já são 1h da madruga) voltaremos com a programação normal do blog. ;)

Bjs e inté.

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A blogueira que vos fala...

Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.

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