29
2009
Amanhã, dia 30/07, euzinha na Rádio Cidade
Só pra avisar rapidinho:
Fui convidada pelo Julio Valentim para participar do quadro #mundomovel do programa Santo de Casa Brasil desta quinta-feira, junto com outros blogueiros capixabas.
O programa vai ao ar a partir das 22h, na Rádio Cidade, e você pode ouvir ao vivo pelo site. Também vou fazer de tudo pra gravar o quadro e disponibilizar o áudio aqui no blog.
Vai ser bem legal, vamos falar da blogosfera capixaba, dicas para quem tá entrando no mundo dos blogs agora, o que fazer e o que não fazer (netiqueta), enfim…
Espero você, hein? :P
29
2009
Marcas de A a Z – Adidas
A partir de hoje, toda quarta será dia de “Marcas de A a Z”, uma série de posts aqui do Midiamorfose. Como você provavelmente já sabe, sou aficcionada por Branding, e conhecer a história e as peculiaridades das marcas é, para mim, tão gratificante quanto um sorvete de milho verde em um dia de verão. (É, eu só gosto de sorvetes amarelos… ;P)
Um outro ponto é que vou falar aqui de marcas com as quais, de alguma forma, me identifico. Marcas jovens, estilosas, que fizeram o seu segmento balançar, e que usam a comunicação integrada de forma magistral.
Enfim, chega de lero-lero e vamos ao post. :)
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Histórico
A “Adidas” surgiu na Alemanha, em 1920. “Adidas” entre aspas porque o nome não existia até 28 anos de história. Adi Dassler (percebeu que vem daí o nome? ADI DASsler…), motivado por sua paixão pelo esporte, estabelece sua missão de produzir o melhor calçado para atender às necessidades do esporte e proteger o atleta contra lesões. Assim, contrata dois sapateiros e produz seus primeiros calçados para treino feitos à mão.
Em 1924, Adi convence seu irmão Rudolf a fazer parte dos negócios. Em pouco tempo, a produção já alcançava 50 pares de calçados por dia. Em 1925, são desenvolvidos calçados para atletismo com cravos moldados à mão, e em 1927, o modelo da foto é projetado com Jo Waitzer (treinador alemão) para os Jogos Olímpicos de 1928 em Amsterdam.

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Em 1935, as receitas da empresa excedem os 400.000 marcos, e a maioria dos atletas alemães usam os calçados Dassler. Em 1945, ao final da guerra, o exército americano confisca a fábrica da Adidas para estabelecer seus escritórios e contrata Adi para a produção de calçados para hóquei no gelo. Em 1948, Adi e Rudolf decidem pôr um fim à sociedade, e Rudolf funda a Puma. Adi adota o nome Adidas oficialmente, e incorpora as 3 listras aos seus calçados.

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Em 1954, a seleção alemã vence a Copa do Mundo pela primeira vez, calçando chuteiras com travas parafusáveis. Mais tarde, essa chuteira é batizada de “Campeã do Mundo”.
Em 1970, uma bola da Adidas, a “Telstar” é usada como bola oficial da Copa do Mundo, no México, pela primeira vez. Desde aquele momento até hoje, todos os gols nos principais jogos de futebol são feitos com bolas Adidas.
Em 1978, morre Adi Dassler, aos 78 anos de idade. Em 1983 Horst Dassler, filho de Adi, funda a “International Sports, Culture & Leisure”, a primeira empresa de marketing mundial dedicada a eventos esportivos. Em 85, ele assume o controle da Adidas. É aí que a Adidas é transformada em uma empresa não mais voltada para a fabricação, e sim para o marketing.
Em 1986, Horst morre aos 51 anos. A reestruturação da empresa não foi concluída. Em 1993, Robert Louis-Dreyfus torna-se presidente da empresa. O francês dá início ao retorno das Três Listras e sua liderança acelera mudanças em toda a empresa. Emerge a tendência em direção aos “Originals”, e personalidades como Madonna, Kobe Bryant, Anna Kournikova, David Beckham e Alessandro Del Piero usam calçados e roupas esportivas da marca.
Em 2009, a Adidas comemora seu 60º aniversário.
O Marketing da Adidas
A Adidas é uma marca tão forte quando se fala de Marketing e Propaganda, que é impossível enumerar todas as campanhas da marca. A Adidas sempre fez uso de promoções diferenciadas, e que geram o envolvimento e a interação do público.

O uso da internet na promoção da Adidas tem se mostrado forte: o site da empresa já é, por si só, uma grande experiência. Bastante interativo e inovador, o site se divide em vários outros, como perfis em redes sociais, linhas de produtos por esporte e por público, além do adidasTV que oferece vídeos com craques do esporte internacional.
A empresa ainda organizou a Adidas House Party, em 4 capitais, para comemorar os “60 anos das Solas e Listras”, e fez uma visita interativa a essa festa, com vários vídeos do que rolou por lá. Foram 400 convidados (para a edição paulista), entre artistas plásticos, skatistas, DJs, fotógrafos, fashionistas, ou seja, só gente descolada. E mais, no site da marca é possível dar uma voltinha interativa pelas festas.
Uma ação muito legal também foi a do lançamento da camisa do Fluminense (sem discussões sobre times por aqui, ok? Não sou tricolor.). A campanha trouxe um enigma, a “Caixa do Parreira”, uma misteriosa caixa que contém relíquias guardadas pelo clube.
Fora da internet, uma ação curiosa foi o primeiro programa sobre artigos esportivos na história do segmento, “A Caminho de Sidney”, em 2000, que foi televisionado mundialmente pelos principais canais de TV.
Enfim, o post já está longo por demais. Acho que deu pra mostrar como a comunicação e a internet fazem parte do sucesso da Adidas no mundo todo. E você, lembra de alguma campanha legal da Adidas? Diz aí nos comentários! :)
Bjinhos, e o “Marcas de A a Z” volta na quarta que vem. ;)
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Referências:
26
2009
O que fazer no Twitter – empresas
As empresas que se destacam no Twitter usam a ferramenta de muitas formas diferentes. Os pontos comuns são a definição de uma estratégia (o uso do Twitter nunca é despropositado) e a interação com o público.
Nas mídias sociais, as empresas começam a entender e a ouvir, mais do que comunicar. E tão importante quanto entender o que as pessoas dizem é nunca as deixar falando sozinhas.
Vi no Mundo do Marketing um post com algumas ideias do consultor Claudio Torres sobre o uso corporativo do Twitter, além do link para o site Twitter 101 for Business, um guia oficial do Twitter para empresas, com dicas, cases, slides para download, dicas para leitura e melhores práticas. O site reforça que o Twitter é uma ferramenta de relacionamento, e traz informações de nível básico e médio, para aquelas empresas que querem entender melhor como o serviço de microblogging funciona.
Quanto às dicas de Claudio Torres, tomo a liberdade de opinar sobre:
1. Inclua em sua estratégia de marketing nas mídias sociais o Twitter: Identifique-se pelo seu Twitter nas mídias sociais, não por seu e-mail ou url. Os consumidores que estão nas mídias sociais terão mais facilidade em se comunicar com você desta forma.
Concordo quando ele diz que as pessoas que usam as mídias sociais se comunicam com as empresas pelas mídias sociais. Eu mesma sou um exemplo, quando interajo com alguma empresa como o Submarino ou a Locaweb. Porém, acho que não se deve “ignorar” o e-mail ou url. Às vezes, 140 caracteres não são suficientes. Além disso, não acho que o Twitter seja uma ferramenta a ser usada por todas as empresas: é preciso analisar cada caso, perceber a cultura e a abertura da empresa para o relacionamento, além de identificar um benefício real no uso das ferramentas de relacionamento. Se for só pra tentar ser “moderninho” e não interagir e atender as sugestões e críticas dos consumidores, melhor ficar fora do Twitter.
2. Faça com que o conteúdo do blog de sua empresa, gere “tuits”: Gerar conteúdo para o blog de sua empresa ajuda a trazer mais visitas ao seu site, mas tuitar o título de cada artigo ajudará a atrair mais seguidores para seu Twitter. Eles valem mais que as visitas, pois você pode se comunicar com estes consumidores a hora que quiser.
Legal, só não se esqueça de um dos grandes “segredos” do bom conteúdo: relevância. :)
3. Sempre que enviar uma newsletter gere “tuits”: Isso irá estimular as pessoas a lerem sua newsletter e trará novos cadastros para seu e-mail marketing.
Legal. ;)
4. Use a busca do Twitter para pesquisas on-line: A busca do Twitter permite que você acompanhe o que estão falando de sua empresa e de seus concorrentes. Além disso, permite que você acompanhe ações de marketing que podem ser boa fonte de novas idéias.
Sim, sim. Use a busca avançada do Twitter e vá mais além. Existem ferramentas como o TweetBeep, onde você pode determinar um termo para pesquisa, e sempre que este termo for citado no Twitter, você será avisado por e-mail. O Twazzup também é ótimo para monitoramento em tempo real. Recomendo também a leitura deste post (em inglês), com dicas para melhorar suas buscas.
5. Utilize seu Twitter para complementar suas campanhas promocionais: Faça promoções on-line criativas para seus seguidores. Isso também atrai mais seguidores e melhora suas ações.
Método 100% comprovado. ;)
6. Utilize o Twitter para iniciar campanhas virais: Sua rede de seguidores no Twitter é o meio mais fácil e ágil de iniciar suas campanhas de marketing viral.
Verdade. ;)
7. Use e abuse dos Tags: Poucos conhecem ou entendem o uso dos chamados tags, os nomes começados com #. Eles servem para que as pessoas possam achar mais facilmente informações no Twitter. Portanto entenda como funcionam e use sem moderação.
Outras dicas (minhas):
- Use o CoverItLive para coberturas ao vivo de eventos, projetos e afins.
- Com o CoverItLive e outros serviços como o Juitter, você coloca essas coberturas ao vivo também no seu blog ou website.
- Interaja sempre com seus seguidores. Se alguém vier falar com você, JAMAIS ignore.
- Use uma linguagem em um nível entre o formal e o informal. Aproxime sua marca das pessoas.
- Leia sempre o Twitter Brasil. Eles sempre dão as melhores dicas e notícias sobre novos serviços (que surgem a cada dia, o tempo todo) que melhoram o uso da ferramenta. ;)
- Esteja ligado, sempre! A web 2.0 conseguiu transformar a velocidade de conhecimento e surgimento de novos serviços e ideias a um ponto em que perder um dia de atualização é estar MUITO desatualizado.
Por fim, deixo aqui um momento de descontração: As 46 fases do uso do Twitter em espanhol. ;)
19
2009
Coraline e o Mundo Secreto (2009)
Uma das coisas que mais me irrita na minha cidade é que, por ser cidade pequena, você consegue contar nos dedos quem é meio diferente da maioria. Por isso, nada que seja muito fora do comum vinga por aqui. Por exemplo, o cinema só passa filmes do Adam Sandler, animações com muito público (como A Era do Gelo) ou blockbusters de super-herois. E desses aí, só as animações me chamam a atenção.
Ainda assim, quando as animações também são muito diferentes (leia-se NÃO dos grandes estúdios), aqui nem chega a passar. Foi o que aconteceu com Coraline (2009), que só consegui assistir ontem. Dirigido por Henry Selick (O estranho mundo de Jack), baseado no livro de mesmo nome do escritor Neil Gaiman (Sandman, Stardust), a animação chama a atenção por diversos aspectos.

Gostei da trilha sonora, gostei do clima sombrio, gostei de tudo. O filme, apesar de as pessoas acharem que sim, não é infantil. Se EU fosse criança e tivesse assistido Coraline, eu não teria conseguido dormir. O filme começa mais “fofinho”, mas sem abandonar o lado sombrio. Do meio para o final, o lado dos sonhos dá lugar a criaturas crueis, no pior pesadelo.
Neil Gaiman busca diversas referências para a história: Alice no País das Maravilhas é a mais marcante. Além de Alice, Shakespeare e Edgar Allan Poe, entre outros, inspiraram Gaiman a criar uma história sobre medos, infantis e adultos.
O filme começa com mãos de pinças metálicas costurando uma boneca, cópia exata da menina Coraline. A garota acaba de se mudar com os pais para uma casa antiga, e conhece pessoas estranhas: Wybie, um menino meio que obcecado em segui-la, Sr. Bobinsky, dono de um circo de camundongos saltadores, as vizinhas “videntes” e atrizes de teatro Srta. Spink e Srta. Forcible. Além disso, um gato preto marca presença na história, e se revela um dos melhores personagens.
Um dia, Wybie encontra uma boneca de pano no baú de sua avó e a dá de presente a Coraline. A boneca é aquela mesma da abertura do filme, a “Coralininha”. Um dia, a menina descobre uma portinha, e quando a abre, só vê uma parede de tijolos. Mas à noite, a portinha se torna um portal para um mundo de sonhos, onde os pais da menina dão toda a atenção que ela precisa, mas que não tem na vida real, já que seus pais trabalham demais. Nesse outro mundo, a outra mãe, o outro pai, o outro Wybie, todos têm botões no lugar dos olhos. E depois de alguns dias, a fantasia começa a cobrar seu preço: Coraline precisa pregar botões em seus olhos também se quiser ficar para sempre naquele mundo mágico.
A partir daí, escolhas, responsabilidades, força e coragem guiam a história até o final. Enfim, toda a genialidade de Gaiman, perito em escrever sobre sonhos e pesadelos, e de Henry Selick fazem do filme uma boa diversão para crianças. Não para crianças comuns, mas sim àquelas que residem dentro de nós.
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De “pequeno grande filme” a Prata em Cannes
Com uma estratégia de comunicação integrada muito bem executada, Coraline levou um Leão de Prata de Titanium & Integrated, a categoria mais importante de Cannes.
A estratégia incluiu um tênis Nike em edição limitada, banners e paineis interativos e uma ação com blogueiros. Dessas ações, as que mais me chamaram a atenção foram as três últimas:
- O “primeiro banner produzido em stop motion” brinca com a natureza da peça: o Sr. Bobinsky estranha estar preso nela. Assim, conseguiram chamar a atenção para uma peça bastante ultrapassada.
- Os paineis interativos foram espalhados por 7 cidades dos Estados Unidos, e tinham o formato de espelhos. Quando uma pessoa se olha nesse espelho, tem seus olhos “transformados” em botões.
- A ação com blogueiros, que chama a atenção pelo nível de personalização e cuidado com que foi realizada. 50 caixas únicas, feitas à mão foram enviadas a 50 blogueiros, contendo cada uma objetos diferentes relacionados à história e uma senha, para acessar conteúdo secreto no site.
- E eu não podia deixar de falar dos cartazes, explorando o alfabeto. Lindos!!
Resultados? Um filme que previa 9 milhões de dólares na bilheteria na semana de estreia, mas que rendeu 16.9 milhões de dólares. Prova de que quando se é criativo, os resultados alcançam patamares acima do esperado.
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Ficha Técnica:
Diretor: Henry Selick
Roteiro: Henry Selick (filme) e Neil Gaiman (livro)
Gênero: Animação | Aventura | Fantasia
Cast: Dakota Fanning, Teri Hatcher, Jennifer Saunders, Dawn French, Keith David, John Hodgman, Robert Bailey Jr, Ian McShane.
Mais informações
17
2009
Erros comuns na comunicação online
Há alguns dias, esse assunto fica martelando minha cabeça. Vejo diversos casos de empresas que se arriscam na comunicação online sem entender o básico, e acabam se tornando #FAIL. Afinal, a comunicação na internet é tão diferente assim? Sim… e não!
Vamos ao princípio:
1) Sua empresa sabe fazer marketing?
Quando digo marketing aqui, digo o conceito real da coisa. Marketing não é, nem nunca foi, enganar o consumidor. Marketing é tornar o seu produto tão bom que o esforço da venda se torna supérfluo. Peter Drucker disse isso. E ele estava certo. Não adianta achar que é só fazer uma comunicação boa que todos os defeitos do seu produto irão desaparecer instantaneamente. Muito pelo contrário: como diz Washington Olivetto, a pior coisa que pode acontecer a um produto ruim é uma propaganda boa.
Nesse ponto, a propaganda online tem um efeito fantástico. Como ela é, por natureza, viral e de mão dupla, e o poder da comunicação está nas mãos do consumidor, se você trabalhar direito, vai colher bons frutos. Se sua empresa faz caquinha, o efeito é devastador.
2) Sua empresa entende as características de cada mídia?
A propaganda no rádio é diferente da propaganda na TV, que é diferente da propaganda impressa, que é diferente do merchandising. E a internet consegue ser a mais diferente de todas as mídias: porque ela é convergência, inovação, relacionamento. Pela primeira vez na história, o poder da comunicação foge aos grandes veículos. O trabalho de comunicação na internet é muito mais de Relações Públicas (transparente, de via dupla) do que de Propaganda. E as empresas que confundem isso estão sofrendo um bocadinho no mundo 2.0.
3) Você entende o comportamento do seu público?
De nada adianta todo o esforço de comunicação online se você não tiver ideia de como o seu consumidor vai reagir. Fazer um “viralzinho” é muito mais difícil do que parece. “Humanizar” a marca também. Nada disso se consegue se não entendermos de relacionamento, de comportamento, de pessoas.
4) Você consegue entender o alcance da internet?
Reputações são construídas e destruídas pela internet todos os dias. O que antes era “o cliente satisfeito fala bem de você para 3 pessoas, e o cliente insatisfeito fala mal para 11 pessoas” ganhou proporções astronômicas com a internet. É preciso tomar cuidado com cada passo na internet, ou você vai ser mal visto por muito mais gente.
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Vamos a alguns casos de empresas que falharam ao subestimar a comunicação online.
O caso mais antigo (que eu me lembro) foi o de um cliente da Fiat Automóveis, que fez um site contando cada momento da sua penosa jornada da compra de um Stilo. Com direito a fotos vestido de palhaço! O site chegou a receber 23 mil visitas diárias. A reação da Fiat? Simples: processa! O que a Fiat não entendeu: na internet, os arranhões à sua imagem realmente existem, e não são nada pequenos. Será que vale a pena processar, e deixar (mais) indignados (ainda) milhares de consumidores e potenciais consumidores? Porque mesmo que você só tenha lido a história do cara, qual é a sua reação ao saber que ele foi processado simplesmente por indignar-se por não ter sido atendido? Danos morais? Vale a pena entrar nessa briga?
Outros casos comuns são pessoas que fazem perfis fakes no Orkut para falar bem de empresas. Patético, isso! Na internet, transparência é fundamental. Quer interagir com seus clientes no Orkut? Legal, mas saiba bem que: 1) você vai ouvir elogios, e também vai ouvir coisas não muito legais. Esteja preaparado pra isso sem apelar nem correr pro colo da mãe. 2) ASSUMA que você trabalha para tal empresa, e adote uma postura aberta. Esteja ali para conversar, ouvir (principalmente) e disponha-se a ajudar e resolver problemas que possam aparecer. Resumindo, seja honesto, solícito e não faça pirraça.
E os blogs corporativos? Saiba usá-los com transparência e como um canal de comunicação de via dupla. Não minta, jamais! Se os consumidores descobrirem (ou desconfiarem de) mentiras em sua estratégia, cara, não vai ser legal. Exemplo? O blog de uma suposta adolescente, que ao que parece, não pensa em garotos, música, baladas, amigos, coisas da idade, mas somente no seu frasco de Seda Teens. Feio, não?
Por último, a impessoalidade na internet é dar tiro no próprio pé. Relacionamento, lembra? E isso não se faz fingindo que se interage pessoalmente. Se faz realmente interagindo. Ou vai acabar com o Cardoso detonando o “viral” da Marisa Monte. Ou com algum blogueiro detonando a sua estratégia.
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Enfim, resumindo o post: a internet tem características que nenhum outro meio possui. Entenda como a comunicação online funciona antes de inventar de fazer propaganda por aqui. Para isso, não adianta colocar alguém que mal acabou de conhecer o Twitter para pensar suas estratégias online. Coloque alguém que entende de relacionamento e ética: é um caminho mais seguro, pode crer.
12
2009
De volta, um tanto diferente, mas de volta!
Me dei um tempo, sabe? Um tempo sem escrever, só de observar. Um tempo de descoberta, de entender o que seria unir trabalho e lazer.
Muita coisa aconteceu. Coisas que eu precisava maturar, pensar, analisar, entender. O que antes era apenas um hobby virou meu trabalho full time, o que, convenhamos, era apenas uma questão de tempo.
Foi bom tirar umas “férias” dos meus blogs pessoais, para que novas ideias viessem. Agora sim posso dizer que estou de volta, e em grande parte, graças ao feedback de muita gente. ;)
Resumindo: uma nova fase, que exige uma nova postura. Assim, os destinos dos meus blogs foram decididos, finalmente:
1. Este aqui terá o seu nome e layout alterados. O que acontece é que eu amo esse layout, mas ele é extremamente pesado. Quanto ao nome, Verbos Sujeitos é uma música, e era o nome do meu fotolog. Lá, o nome encaixava legal, porque eram posts mais artísticos, mensagens, enfim. Aqui, esse encaixe não acontece. Por isso, o nome do blog a partir de agora passa a ser Midiamorfose, um termo cunhado por Roger Fidler, e que pode ser entendido como:
“uma forma unificada de se refletir sobre a evolução tecnológica dos meios de comunicação. Em vez de estudar cada meio separadamente, ela nos estimula a analisar todos os meios como membros interdependentes de um sistema, identificando as similaridades e as relações existentes entre passado, presente e as formas emergentes”.
2. O Fazendo o Social será retomado, e não terá mais só aquela cara de “how-to-do”. Quero aproveitar o espaço para debates em torno do comportamento das pessoas nas redes sociais, mostrando cases, e discutindo a diferença entre a publicidade comum e a comunicação em redes sociais. Vejo empresas grandes cometendo erros inadmissíveis em mídias sociais, como se fosse apenas uma mudança de meio, como do rádio para a TV. O lance é que não é. Na web, o trabalho é muito mais de relações públicas, de diálogo franco e aberto do que “tentar vender a qualquer custo”.
3. Alguns outros projetos estão por vir também. Blogs e posts colaborativos, artigos, grupos de discussão.
Assim, espero que essa nova fase seja de crescimento, pra mim e pra você. E agora, de verdade, I’m back! :P
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