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Slumdog Millionaire

No feriado, finalmente assisti a “Quem Quer Ser Um Milionário“, o papa-tudo do Oscar 2009. E, na minha visão, o filme mereceu cada um dos prêmios. Só vamos deixar de fora, por favor, a criatura que resolveu dar ao filme esse nome em português. Tá, eu sei que é o nome do programa do qual Jamal (Dev Patel) participa, mas eu fico boba com a cabeça desse povo em não pensar nas conseqüências da escolha de um nome como esse para um filme. Acho que só não perde no quesito FALTA DE NOSSAUM pra “MeninaMá.com” e “Ela Dança, Eu Danço“.

Mas enfim, voltando ao filme. A história é ótima! Jamal é um órfão de 18 anos, que está prestes a ganhar 20 milhões de rúpias no programa “Quem quer ser um milionário?”. Mas como um favelado, um “slumdog” sabe a resposta de todas as perguntas? Juízes, médicos, advogados não conseguiram a façanha de chegar nem ao primeiro milhão. Enfim, foi fraude? O cara é um gênio? Ou é simplesmente o destino aprontando das suas?

Jamal então é preso e torturado, para que confesse a suposta fraude. E então, ele começa a contar sua história. De como perdeu a mãe. De como escapou de ficar cego para pedir esmolas. De como se perdeu de Latika (Freida Pinto), o amor de sua vida.

Slumdog Millionaire

A execução técnica também é fantástica. As cores, a fotografia, os ângulos de câmera inusitados, a realidade crua e fria de uma Índia de castas, que nos fazem agonizar. E querer mais.

Abaixo, o trailer, uma entrevista em inglês com A. R. Rahman (Compositor e Produtos Musical) e os créditos finais do filme, com a música “Jai Ho”. Vale a pena, viu? :)

Y otras cositas más…

Caramba, que canseira! Há mais de um mês, estou indo e voltando pra Vitória (a 53km da minha cidade) todos os dias pra trabalhar. E aí, difícil chegar em casa e ter ânimo para mais alguma coisa a não ser dormir. Por isso, as atualizações do blog não aconteceram nos últimos dias.

Mas tá sendo bom, estou trabalhando em uma agência de internet, justamente com Mídias Sociais. Tá sendo muito bom pra adquirir mais experiência, e também para expor as minhas ideias.

Além disso, presto serviço como autônoma para uma produtora de eventos, uma área completamente nova pra mim, mas que está se revelando como minha nova paixão. Enfim, a correria é muita, como você pode perceber, mas é extremamente gratificante quando as pessoas gostam do seu trabalho e confiam em você.

Fugindo do assunto “trabalho” e voltando ao blog, estou com algumas ideias que vou pôr em prática dentro de alguns dias. Na terça-feira, estreia uma série de posts sobre Branding aqui no Verbos Sujeitos: a Marcas de A a Z. Além disso, pegando carona no que falei no início deste post, quero fazer uma lista dos mais ridículos nomes de filmes em português. Enfim, preciso da sua ajuda nos dois casos. No post seriado, qual marca você gostaria de ver aqui, e que inicia com a letra “c”? Os posts de “a” e “b” já estão quase prontos, oras… :P) E quanto aos nomes de filmes, já citei 3 ali em cima. Qual mais você acha que pode entrar na lista do “Vergonha Alheia dos Tradutores Brasileiros”? Diz aí! ;)

Também sobre o Verbos Sujeitos, pretendo trocar este layout em breve. Está extremamente pesado, demorando a abrir, e clicar em um post pra poder ler inteiro é um saquinho!

Ah! E por último, mas não menos importante, tenho um novo blog: Fazendo o Social! É um espaço onde vou falar exclusivamente de estratégias de comunicação em Mídias Sociais. Enfim, um projeto que tá ficando muito bacana, e acho que quem tem interesse no assunto, não deve deixar de conhecer.

;)

Então. Finalmente, blog no lugar certo. Ainda não está tudo nos eixos, mas logo vai ficar. Peço, inclusive, que se você achar algum errinho por aqui, avise pelo meu e-mail (diana@dianapadua.com). Ah sim, e atualizem o feed, please? É só clicar aqui.

E, para começar com o pé direito, vou falar sobre a análise semiótica de uma das propagandas dos mamíferos da Parmalat. Esta foi uma discussão muito boa na aula de ontem, no MBA, e acho que vale a pena compartilhar aqui.

Então. O vídeo da propaganda é esse:

Para analisar corretamente o comercial, precisamos contextualizá-lo. Na década de 80, percebe-se uma mudança na sociedade. As mulheres começam a buscar construir carreira, e por isso, passam a casar-se mais tarde. Os homens começam a morar sozinhos, e por isso, aparecem serviços para quem não sabe ser “dona de casa”: lavanderias, restaurantes self-service, entre outros.

Quando este homem e esta mulher se casam e têm filhos, a mulher volta a trabalhar e a estudar, e o homem precisa aprender a cuidar do filho. Resumidamente, a criança sente falta da mãe, e o pai precisa “pedir permissão” para entrar no mundo da criança, que não aceita facilmente a ausência da mãe.

Em meados de 1990, o comercial é lançado. Inicialmente, achamos que o público-alvo principal são mulheres e crianças. Oras, são bichinhos de pelúcia, crianças fofinhas, música bonitinha. E aí, nos surpreendemos quando percebemos que o público-alvo principal dessa propaganda são os homens, esse pai de que falei acima.

Surpreso? Vamos lá.

1º. Crianças batendo continência, um signo militar e masculino. A própria música acaba tendo o ritmo militar, com batidas fortes e altamente marcadas.

2º. A letra da música refere-se ao pai, ao símbolo masculino e a toda a força que a masculinidade representa.

Você é amigo, leal, corajoso
Vou ser igual a você
Mamífero famoso
Mais forte, mais valente
Mais alto, mais veloz
Seja bem vindo entre nós
Bem vindo és
Nosso heroi

3º. A presença de Ronaldo, no auge da sua carreira, representando o pai, o heroi.

4º. O pai, para substituir a mãe, precisa da “permissão” da criança. No comercial, o leão (o Rei dos animais) fecha a cara, e só aceita a entrada de Ronaldo depois que este se rende, e bate continência primeiro.

5º. A “divinização” de Ronaldo, com a sugestão de asas e a posição de câmera, que fazem dar a ideia de um anjo. E a letra da música, que até então usava uma linguagem informal (“Você é amigo, leal, corajoso, vou ser igual a você”) passa a adotar um estilo de linguagem bíblico (“Bem vindo és nosso heroi”).

6º. Por último, subliminarmente, a propaganda revela ser, não da Parmalat, e sim da Nike.

O público infantil acaba sendo o segundo público-alvo da propaganda. Fora toda a repercussão que a campanha causou, com os bichinhos de pelúcia. E quem era grande parte das pessoas na fila? Acertou quem disse a figura masculina.

E então? Faz sentido, ou você acha que meu professor fumou uns? Deixe sua opinião aí nos comentários. :)

E bem vindos de novo!

Há alguns dias sem aparecer por aqui, resolvi atualizar este sítio, para aliviar a consciência. É que, na verdade, além de trabalhar pacas, ainda estou migrando os posts um por um para o novo sistema (é, nem migrar tudo de uma vez a Locaweb deixa… Ficaadica, povo da Loca, bora atualizar a versão do WP no sistema de vocês?).

Então, segue uma reflexão completamente maluca da cabecinha desvairada aqui… E você, viaje junto: escreva nos comentários o que acha, dê novos exemplos, bora interagir que é pra isso que serve sapoha… ;)

1) Não sei se em todas as profissões é assim, mas percebi muito isso no Marketing: no mercado de trabalho, você não joga vôlei… Joga futebol! Qual a diferença? No vôlei, cada passe errado é um ponto perdido. Ou seja, o resultado do jogo está diretamente ligado ao esforço e à competência de cada um dos jogadores. No futebol não é assim. E tivemos uma demonstração disso na Copa do Mundo: o Brasil jogou muito mal, mas foi bem longe (mais do que merecia). Não interessa a merda que você faz, e sim o resultado: os gols. Enfim, é só no Marketing que se joga futebol, ou em outras profissões também?

2) Com relação a feedbacks no ambiente de trabalho: você joga tênis ou frescobol? No tênis, a intenção do jogador é jogar a bola em um lugar que o adversário NÃO consiga pegar. No frescobol, é exatamente o contrário: o jogo só acontece se houver uma continuidade. Então, a intenção é colocar a bola o mais próximo do outro jogador, de forma que ele consiga pegá-la e devolvê-la… Por mais incrível que pareça, no mercado de trabalho têm muitos tenistas.

Enfim… Diana Pádua, “bailando na bailonese” desde 1982. ;)

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A blogueira que vos fala...

Soy Diana Pádua (prazer! ;D), tenho 27 anos, moro em Vitória - ES. Estou trabalhando como analista de monitoramento na Talk Interactive, escrevo em mais um monte de blogs e tenho pensado em tomar juízo.

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