4
2008
Ansiedade produtiva
Completamente desconexo, esse título, eu sei. Normalmente, em minhas crises, me irrito fácil, desisto logo quando algo não sai do jeito que quero (exemplo, quando o Flash não me obedece), e fico meio que fora de mim, sem saber o que fazer. Vontade de gritar e expurgar tudo, sabe?
Mas aí, isso tudo se torna produtivo, em um momento em que decido esquecer: vou assistir a um filme, já que ler nessas horas é algo impensável.
Hoje, escolhi Desejo e Reparação, adaptação da obra de Ian McEwan, magistralmente realizada por Joe Wright (Orgulho e Preconceito). Tudo aquilo de que senti falta em Orgulho e Preconceito (o filme, que não chega aos pés da série) está presente em Desejo e Reparação: excelente direção, fotografia, trilha sonora, atuações…
Um filme sobre romance, desejo, dor, separação, guerra e, principalmente, sobre culpa. Culpa que todos nós sentimos, por aquele erro do qual nos arrependemos amargamente. No caso aqui, um erro de Briony Tallis, que destruiu a vida de duas das pessoas que mais amava: sua irmã, Cecília, e o filho de uma das empregadas, Robbie.
Demorei a assistir a esse filme, e se você é um retardatário como eu, assista. Independente do que você busca em um filme (uma obra de arte ou apenas uma boa história), você não vai se arrepender. ;)
1
2008
Atrasada, mas ainda bem!
Há 10 minutos, liguei a TV e zapeei qualquer canal. Acabei parando na Record, que passa agora “Mutantes – Caminhos do Coração”, aquela novela-série famosa por cruzar Heroes + X-Men. Eu nunca tinha assistido. E digo que AINDA BEM!
A cena que passava era a da ex-paquita-ex-pícara-sonhadora Bianca Rinaldi, enfrentando à sua versão maléfica. Senti uma vibe “Super Xuxa contra o Baixo-Astral”: Tudo é possível se você tiver amor no seu coração, o amor é o que move o mundo. Sim, dito com essas palavras.
Pra piorar, ainda induzem a todos a serem vegetarianos. Nada contra, absolutamente, mas o que me incomoda é o papo “vegetariano=bonzinho e o resto das pessoas normais=ódio”. Sim, o papo está sendo levado pra esse extremo.
Isso me incomoda profundamente, esse papo “politicamente correto” plastificado, embalado, carimbado, que tem tomado conta das comunicações no Brasil atualmente. Proíbem jogos de violência, e a Turma da Mônica, tanto criança quanto jovem, já não é mais a mesma.
Sinto nisso tudo uma maneira velada e homeopática de manipulação, de dizer em quê você deve acreditar, como você deve agir. Dizem o que você deve fazer não pela educação, mas pela manipulação. Não são mais os pais que escolhem o que os filhos devem assistir na TV: é a própria TV. E, enquanto isso, vão preparando um mundo mais cor-de-rosa e fácil de ser coagido a qualquer coisa.
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